Record

E. Amadora-Benfica, 0-3: Chegar à final é fácil quando se é melhor

CRÓNICA

E. Amadora-Benfica, 0-3: Chegar à final é fácil quando se é melhor
E. Amadora-Benfica, 0-3: Chegar à final é fácil quando se é melhor • Foto: João Trindade
O Benfica garantiu ontem a presença na final da Taça de Portugal de forma tão fácil quanto justa, perante um Estrela claramente desajustado quanto ao potencial necessário para bater o actual líder da SuperLiga. A equipa da casa apenas conseguiu equilibrar durante a primeira parte e pode dizer-se que a vitória dos encarnados se assemelhou mais a um passeio na Reboleira do que a um teste às capacidades dos comandados de Trapattoni. Agradece o italiano.

Tanto Trap como Toni fizeram alinhar os melhores onzes, surpreendendo a inclusão de Manuel Fernandes, que arriscava ver o amarelo que o afastaria do confronto com o Estoril. Mas o técnico do Benfica não abdica do que é, para ele, o patrão do meio--campo do Benfica. Terá feito bem, pois Manuel Fernandes esteve nas jogadas dos dois golos de Nuno Gomes e rubricou mais uma boa exibição. Mas o inevitável aconteceu. Viu mais um amarelo. E numa jogada em que a cor do cartão podia mesmo ter sido outra. É baixa para o Algarve.

Dificuldades

Curiosamente, o jogo começou com dificuldades para o Benfica. Logo no primeiro minuto Semedo desperdiçou uma excelente oportunidade, travada com boa intervenção de Moreira. Com os encarnados no clássico 4x4x2 e o Estrela em 4x2x3x1, com Henrique muito só na frente, os visitantes só acertaram com as marcações após os 10 minutos iniciais, em que os anfitriões davam ares de querer dificultar. Por pouco tempo. O Benfica acertou o passo, arrancou decidido para a conquista do passaporte para a ambicionada final e mandou no jogo até aos instantes finais, em que o Estrela mais não fez do que o habitual estertor do morto, com ataques sem grandes consequências e com a defesa encarnada a chegar fácil para as encomendas.

Talento

Essencialmente, o encontro de ontem decidiu-se pelo talento. E aí, não haja dúvidas, o Benfica tem mais, mas muito mais do que a equipa da Amadora. Nuno Gomes e Geovanni jogaram em plano elevado e Petit e Manuel Fernandes não precisaram de dar o máximo para vencer a batalha do miolo – uma palavra para os dois. Um árbitro mais severo podia tê-los mandado para a rua. A defesa, essa, tirando os calafrios dos primeiros minutos, chegou e sobrou para as encomendas. Aliás, na segunda metade, o Estrela apenas criou perigo quando o resultado já registava três golos de diferença. Sintomático.

Descanso

A superioridade encarnada foi tão vincada que na segunda parte Trap se deu ao luxo de poupar Petit, Nuno Gomes e Geovanni para a deslocação ao Algarve. Assim, para além de André Luís, ontem a grande novidade do Benfica na estreia como titular, foi possível ver ainda Delibasic. Deixou melhores indicações o primeiro do que o segundo, se bem que o sérvio tenha entrado apenas ao 79’ e numa altura em que o jogo já pouco tinha para dar. Já o central brasileiro deixou personalidade no futebol aéreo e acerto na marcação ao homem, sendo que, à semelhança do que acontece com Luisão, as bolas nas costas poderão ser um problema.

No fundo, o Estrela não foi adversário à altura. Os encarnados festejam a presença na final onde vão encontrar o Vitória para uma final que se prevê mais digna. E o Benfica pode revalidar o título conquistado por Camacho.

A rever o comportamento da claque encarnada. Caíram no relvado mais de meia-dúzia dos foguetes que interromperam o tristemente célebre jogo de Milão. Tanto perto de Paulo Lopes como de Moreira. À atenção da federação.
6
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Taça de Portugal

Notícias

Notícias Mais Vistas

M