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FC Porto-Trofense, 2-0: Ser sério e ganhar cedo em dia de falhar golos

CRÓNICA

FC Porto-Trofense, 2-0: Ser sério e ganhar cedo em dia de falhar golos
FC Porto-Trofense, 2-0: Ser sério e ganhar cedo em dia de falhar golos • Foto: Manuel Araújo
O FC Porto despachou sem sobressaltos a eliminatória da Taça de Portugal. Com um pequeno 2-0, é certo, mas conseguido bem cedo e praticamente sem correr riscos, como tem sido norma da equipa principal, ontem toda em descanso.

Tiago logo ao quinto minuto e Capucho ainda antes da meia hora fizeram os golos de uma equipa que nem sempre jogou bem mas que foi sempre séria. O Trofense é uma equipa muito jovem e teve dois tempos de jogo: o primeiro, mais longo, foi para perder; depois resolveu também jogar um pouco, estendeu-se no campo, procurou trocar a bola e quase no último minuto o jovem Leonardo (17 anos) acertou um tiro de fora da área na barra. Digamos que a equipa, desenhada num 4-2-3-1, demorou a tirar as medidas ao campo e ao adversário, mas terminou dignamente. Utilizou muito o fora-de-jogo para parar o adversário, procurando manter uma equipa curta, com os jogadores perto uns dos outros para manter um mínimo de organização e a verdade é que o foi conseguindo ao longo do tempo.

José Mourinho usou uma equipa de suplentes utilizando praticamente o velho e já enterrado 4-2-4 (pelo menos como ponto de partida), com Paulinho e Tiago no meio, Cândido Costa à direita, César Peixoto à esquerda e Capucho e Jankauskas a pontas-de-lança. Mesmo assim, foi um conjunto equilibrado, porque a superioridade técnica era enorme e, de início, os homens da Trofa, da III Divisão, pareciam distraídos com a dimensão do estádio.

Aos 5', o FC Porto já tinha marcado um golo e construído duas grandes oportunidades, fazendo brilhar um guarda-redes de bons recursos como é Victor. E foi um trofense – Tiago – que abriu o marcador, com um belo remate à entrada da área. O passe foi de Capucho que teve coisas muito boas e outras menos boas, à Capucho.

A velocidade da bola e, por isso, o ritmo do jogo, foi sempre baixa, mas o FC Porto marcava em cima e não deixava o adversário ligar o seu futebol. Quando Capucho marcou pela segunda vez, num golo em que teve tempo para tudo, ficou a coisa resolvida de vez e, por essa altura, o Trofense ainda nem tinha entrado na área do tranquilíssimo Nuno.

Ao intervalo saiu Cândido Costa e entrou Bruno, a equipa passou a jogar mais em 4-3-3 e começou cedo a perder boas oportunidades de golo. Mourinho aproveitou também para colocar em campo dois dos seus jovens (Manuel José e Hugo Almeida) que aproveitaram para somar minutos na equipa principal e para mostrar qualidades, sobretudo o segundo, um ponta-de-lança alto e forte que promete grande carreira.

Quem esteve mais uma vez muito infeliz foi Jankauskas, que voltou a ficar em branco apesar de ter jogado 90 minutos. Empenhou-se, foi dando seguimento ao jogo, mas em frente à baliza foi um desastre. A prova foi o falhanço logo aos 4' permitindo a defesa de Victor e, na segunda parte, a centro de César Peixoto, a dois metros da baliza, conseguiu cabecear ao lado. É preciso um psicólogo para Jankauskas, porque a sua relação com a baliza anda muito difícil.

O Trofense nunca fez uma "ferrolhada" mas também nunca foi alegremente para o ataque. Há ali gente com habilidade, num clube em que todos os anos há um certo número de juniores que devem subir à primeira equipa. Nestes tempos de vacas magras, é a única via para quem quer ter uma vida digna.
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