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Ninguém esquece o dia em que o brasileiro marcou... 7 num só jogo
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Os adeptos leoninos não esquecem Mário Jardel. Nem os adeptos do FC Porto. E já agora... os do Benfica também não o esquecerão, respeitando o legado que o avançado brasileiro deixou no nosso país, com as camisolas de FC Porto primeiro e Sporting depois. E o que leva a esta memória do eterno goleador nascido em Fortaleza. Simples... Marcou 7 golos num jogo da Taça há 28 anos e, aqui entre nós, as probabilidades de alguém fazer algo semelhante são, no futebol atual, diminutas.
Vamos então abrir espaço à memória desse 17 de dezembro de 1997, quando os dragões alinharam num duelo da competição rainha do futebol português diante do Juventude de Évora, em pleno Estádio das Antas. O triunfo dos azuis e brancos frente aos alentejanos foi robusto – 9-0 – e ‘Super Mário’ fez das suas, ao ritmo de um golo a cada seis minutos. O FC Porto vencia ‘apenas’ por 1-0 ao intervalo (com um penálti de Zahovic) e o técnico António Oliveira mandou entrar em campo o seu principal marcador para a segunda parte, no lugar do polaco Mielcarski.
E aquele que se consagrou cinco vezes como goleador do campeonato português esteve imparável, assinando 7 golos: aos 47 minutos fez de penálti, marcando depois aos 49’, 55’, 57’, 67’, 82’ e 89’. Cinco deles no espaço de cinco minutos! Feitas as contas, foram 3 de cabeça, 3 de pé direito e um de esquerdo. Pelo meio, o irrequieto Drulovic compôs a goleada: 9-1! O sérvio, que também entrou ao intervalo com Jardel, fez várias assistências, assim como Sérgio Conceição, que foi titular do lado direito dos azuis e brancos e também deu o seu importante contributo nesse duelo contra a turma alentejana, que se encontrava no 10.º posto da então denominada 2.ª Divisão B. *
Jardel não esquece duelo
Anos mais tarde, em entrevista a Record, Jardel recordou essa partida que considerou épica. “Não dá para esquecer esse jogo. É para a história. Marcar 7 golos numa parte é obra. Só Jardel mesmo...”, disse o brasileiro, que não se lembra daquilo que o técnico António Oliveira lhe pediu.
“Nunca ninguém precisou de me dizer nada. Eu simplesmente ia e marcava”, contou o avançado, que considerou o golo de letra (o seu quinto desse duelo) o melhor da carreira.
Esse jogo fez parte da 5.ª eliminatória da Taça, que o FC Porto acabaria por vencer, superando na final o Sp. Braga por 3-1 (golos de Aloísio, do mesmo Jardel e de Artur, contra um de Sílvio). António Oliveira conquistou a ‘dobradinha’, pois os dragões foram também campeões. *
Salgado evita lembrar-se
Se Jardel não esquece, Salgado preferia não ter de recordar. O então guarda-redes do Juventude de Évora estava no banco de suplentes, tal como Jardel, mas quando foi chamado ao jogo sofreu bem mais do que o adversário, que acabou por ser o seu carrasco.
“O Cuca era o guarda-redes titular e fraturou o nariz num choque com o Mielcarski. Tive de ir lá para dentro, sem saber bem como. Foi terrível. Estávamos muito desgastados e ele fez o que quis. Entrou fresquinho, aproveitou os passes do Drulovic e do Zahovic, e as coisas aconteceram. Senti-me impotente”, disse também anos depois do encontro.
“Não falei com o Mário nessa noite e nunca mais o vi. Estava completamente desolado e refugiei-me no balneário. Foi muito duro”, rematou.
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