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Leixões-Benfica, 1-2: Com arte e sem medo

DOIS GRANDES GOLOS DE SIMÃO NUM JOGO INTENSO E QUE REVELOU UM LEIXÕES CORAJOSO

Foi a noite de um predestinado. O Benfica ficou a dever a sua vitória, nesta disputada e intensa eliminatória da Taça de Portugal, a Simão. O “capitão” fez dois grandes golos, qual deles o melhor, o último deles já próximo do fim (86’), e numa altura em que muitos espectadores já acreditavam que tudo seria decidido no prolongamento ou talvez mesmo nos pontapés da marca de grande penalidade.

Simão não deixou, e traiu, assim, o sonho lindo de um Leixões que nunca se rendeu – uma característica, afinal, das boas equipas – e que jogou sempre sem medo. A equipa de Matosinhos revelou ainda bom sentido colectivo, alguma autoridade e rigor na defesa da sua área, razoável circulação de bola, boas movimentações na saída para o ataque, mas também é verdade que lhe faltou capacidade de intimidação no ataque. Ou melhor, a equipa construía muito jogo ofensivo, mas não conseguia rematar.

Render, nunca

O Benfica entrou no jogo com a firme convicção de que iria resolvê-lo depressa e bem. O golo de Simão (12’) – numa altura em que o adversário cedeu espaços fatais no seu meio campo – contribuiu, contudo, para que o Leixões crescesse e reforçasse a sua autoridade.

O que se viu no terreno de jogo foi, pois, uma equipa confiante e segura, com forte carácter, uma atitude atacante, embora sem criar oportunidades e sem conseguir rematar à baliza, mas sempre à procura do golo e sempre disponível para chegar ao empate.

Os visitados, em casa emprestada, atacaram o jogo com a máxima intensidade e a confiança evidenciada foi uma das suas armas mais poderosas. O prémio por todo este bom trabalho profissional surgiu, já próximo do intervalo, num golo, de livre, de Nuno Amaro, e com muitas responsabilidades para o jovem guarda-redes Nereu.

Em toda esta fase, o Benfica limitou-se a controlar o jogo e o adversário, por vezes a muito custo, e nunca conseguiu sair com dignidade para o ataque – por falta de capacidade dos seus médios (só Manuel Fernandes apresentou algumas boas ideias) e por nítida falta de classe do seu extremo Carlitos.

Melhoras

Aliás, o bom comportamento da equipa sulista só surgiu ao fim de uma hora de jogo, quando Koeman decidiu avançar para Karyaka e Nuno Gomes, e numa altura em que o adversário dava sinais evidentes de cansaço. Aqueles dois atletas colocaram alguma ordem e tranquilidade no meio-campo – até então sempre à deriva – souberam o que fazer com a bola e executaram de uma forma muito mais clara.

A tendência do jogo alterou-se, a equipa do Benfica atacou melhor, evidenciando sobretudo paciência na elaboração, e conseguiu mesmo criar alguns lances perigosos. Karyaka, por duas vezes, poderia ter desfeito o empate. Para que essa situação se verificasse muito contribuiu, sem dúvida, a quebra física do Leixões.

Compreensivelmente, os seus jogadores não conseguiram acompanhar o ritmo, agora mais elevado, e acabaram por ceder, já próximo do fim, em novo momento mágico de Simão. Mas, também aqui, o “capitão” beneficiou, e a exemplo do lance do primeiro golo, do adiantamento do guarda-redes – agora Batista que substituiu Marco por lesão.

O Leixões não se rendeu e não se entregou, ainda veio para a frente, mas o tempo era curto. Acabou por cair de pé.

Árbitro – Carlos Xistra (3)

O Benfica reclamou “penalty” (7’) de N. Silva sobre Mantorras. Não nos pareceu. No lance do 2º golo, J. Pedro reclamou falta. Pareceu-nos.
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