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Nova história de sete golos no Benfica mas esta com um final feliz

ENCARNADOS "AVIAM" AMORA COM GOLEADA: A TAÇA É MESMO UMA FESTA

Nova história de sete golos no Benfica mas esta com um final feliz
Nova história de sete golos no Benfica mas esta com um final feliz

O BENFICA goleou quarta-feira o Amora (7-0) e seguiu para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Os encarnados voltaram a viver uma história de sete golos, mas esta, ao contrário da de Vigo, teve um final feliz. A Taça é mesmo uma festa. E os mais de mil adeptos que se deslocaram da margem Sul não saíram tristes. Pelo contrário. Eram mais que os adeptos do Benfica, fizeram-se ouvir, gozaram o espectáculo e no final aplaudiram a equipa.

Também eles, afinal, fizeram a festa. Porque já sabiam não poder esperar grande coisa deste confronto. Sonhavam, talvez, com um golito, mas Canoa (57) e Chico (78) "assustaram-se" com tantas facilidades da defesa benfiquista e não conseguiram finalizar duas situações de golo aparentemente fácil.

Jupp Heynckes, de volta ao banco, deu oportunidades a muitos. Tal como fizera, sem êxito, contra o Torres Novas, na eliminatória anterior. Desta vez, contudo, os jogadores perceberam que era hora de mostrar algo. Até porque a equipa principal não anda nada bem. E neste particular, refira-se que tanto Machairidis (a central) como Uribe (médio defensivo) mostraram poder vir a ter lugar no "onze". E Tote, apesar de perder-se em muitos dribles, tem futebol para "saltar" mais vezes, e mais tempo, para o relvado.

Pelo lado do Amora, diga-se que o treinador Eduardo Santos sabia aquilo que queria. Mostrou-o pela forma como colocou a equipa em campo. Cinco defesas, quatro médios (com dois a sair bem para o ataque) e um avançado - era assim que a equipa se espalhava no relvado, formando um 4x3x3 em ataque e um 5x4x1 em tarefas defensivas. Ganhar a bola e sair rápido para o contra-ataque: esta era a fórmula, a qual resultou várias vezes, pecando somente na finalização.

O Benfica teve calma. Não entrou "a matar", antes esperou que a ganância do adversário desaparecesse com o tempo. E, tranquilamente, o 1-0 surgiu numa jogada de irmãos (Jorge Ribeiro centrou para Maniche), vindo logo depois o “penalty” que daria a Uribe a oportunidade para marcar o primeiro golo ao serviço do Benfica.

A segunda parte foi ainda mais fácil. Faltaram as forças aos atletas do Amora e estes resignaram-se à sorte de ver passar os benfiquistas por eles, nas calmas. Em dois minutos, outros tantos golos. Mas o quinto demorou mais porque Andrade (68) e Tote (72) atiraram mal.

Já com Nuno Gomes em campo, o Benfica "atirou-se" para cima da defesa contrária e em cinco minutos fez três golos e falhou outros tantos. Por ironia, ou talvez não, o resultado parara nos 7-0. E esse número final traz outras recordações bem recentes.

O árbitro da Madeira, Elmano Santos, exagerou ao exibir tantas vezes o cartão amarelo. Era escusado colocar "em sentido" a defesa do Amora, ao "sacar" o amarelo por duas vezes, nos primeiros sete minutos. Receosos já os rapazes estavam. Não havia necessidade.

GOLOS

1-0 aos 27, por MANICHE - Centro largo de Jorge Ribeiro, da esquerda, para o coração da área, onde surgiu Maniche, numa diagonal perfeita, a cabecear forte.

2-0 aos 29, por URIBE - Conversão de um “penalty” a castigar falta de Madeira sobre Kandaurov. Uribe rematou forte de pé esquerdo.

3-0 aos 58, por TOTE - Recebe, no centro, de Jorge Ribeiro, parte para cima de Madeira, passa por ele e remata forte (e rasteiro), sem hipótese para Paulo Graça.

4-0 aos 60, por TOTE - Maniche, sem oposição na direita, centra rasteiro para o segundo poste, onde surge o espanhol a encostar o pé esquerdo.

5-0 aos 82, por PORFÍRIO - Jogada confusa na área, com a bola a sobrar, depois de duas tabelas, para Nuno Gomes e este assistiu Porfírio, sobre o poste do lado esquerdo, que encostou para golo.

6-0, aos 86, por URIBE - Outro “penalty”, para castigar derrube de Paulo Graça sobre Nuno Gomes. Uribe rematou forte e colocado.

7-0 aos 87, por NUNO GOMES - Porfírio assistiu para o ponta-de-lança do Benfica "estoirar" para a baliza, na pequena área.

JOSÉ RIBEIRO

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