Oleiros nas mãos da Federação

Adversário do Sporting promete cumprir exigências para a vistoria, mas relvado sintético continua a ser a principal preocupação dos leões

A Associação Recreativa e Cultural de Oleiros (ARCO) tem em curso uma megaoperação para garantir que, aos olhos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o Municipal local tenha as condições exigíveis para receber o Sporting no próximo dia 12, em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal.

Após as fragilidades detetadas pelos técnicos da FPF, da Proteção Civil e da AF Castelo Branco na primeira vistoria ao recinto onde habitualmente atua o Oleiros, o clube que disputa a Série C do Campeonato Portugal meteu mãos à obra, naquela que também veio a ser uma... resposta parcial à intenção dos leões em não disputarem o jogo naquele estádio.

Fonte oficial do Sporting explicou a Record que a posição foi tomada na sequência de os leões considerarem não estarem reunidas as "condições mínimas" para ali se disputar um jogo "desta importância", avançando com as seguintes ‘falhas’: o relvado, que por ser sintético deixa os jogadores mais vulneráveis a lesões; a impossibilidade de alterar os regulamentos do plano de segurança junto do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), assim como a iluminação insuficiente para garantir que o embate seja transmitido na televisão.

Por tudo isto, mas principalmente pelo relvado, o Sporting admite não levar jogadores profissionais se a decisão for manter o Municipal como palco do jogo – em alternativa, avançam os juniores.

"Esforços" para haver ‘festa’

Em comunicado, a ARCO sublinhou que pelo facto de o Sporting lhe merecer "todo o respeito", estão a ser feitos "todos os esforços" para que o estádio passe na vistoria definitiva, marcada para amanhã. Record confirmou que estão a ser ultimadas as alterações no recinto, com seis pontos essenciais: inclusão de torniquetes eletrónicos e de sistema de videovigilância; reforço das forças de segurança, da iluminação e aumento da capacidade de lugares sentados de 600 para 2.200 (via bancada amovível). O plano de segurança também está aprovado e na ótica do Sporting só ficaria a faltar... o relvado. Esse continua a ser o grande problema, mas se passar a ser o único, os leões equacionam sentar-se à mesa com o Oleiros para negociar uma alternativa. As duas direções estão em contacto, mas só depois da decisão de amanhã é que haverá ‘fumo branco’.

Autarquia já investiu 40 mil euros

Para que Oleiros esteja ‘habilitada’ a receber a festa da Taça de Portugal, a autarquia local, sabe Record, já investiu cerca de 40 mil euros nos vários melhoramentos feitos no estádio.

Com a ajuda de 100 pessoas, as quais trabalharam em simultâneo para que as exigências da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) fossem cumpridas em apenas dois dias, os dirigentes do emblema do distrito de Castelo Branco estão plenamente confiantes de que a resposta da FPF será positiva e que, por consequência, o desejo da população em receber o Sporting será também uma realidade.

Além do mais, o investimento feito nestas obras demonstra claramente a enorme vontade que Oleiros tem em receber o Sporting na 3ª eliminatória da Taça. Aliás, com a vistoria da Federação a ter lugar amanhã, os responsáveis pelo Oleiros acreditam que estaria tudo preparado para receber a inspeção... já durante o dia de hoje.

Lesão grave do central Hugo em 2003

Estávamos a 23 de novembro de 2003 e o Sporting deslocava-se ao Estádio do 1º de Dezembro para disputar a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira com equipas da 1ª Divisão nacional. Dias antes, questionava-se como o leão se iria adaptar ao relvado totalmente sintético do emblema de Sintra. Calçado diferente? Foi opção para alguns jogadores, mas o pior – aquilo que Jorge Jesus teme diante do Oleiros – acabou por suceder.

Ao minuto 24, o Hugo recebeu a bola de pé esquerdo, mas quando o apoia no chão, o central do Sporting "fez um esgar de dor", escreve Record na edição do dia seguinte. Diagnóstico: rotura total do tendão de Aquiles da perna esquerda, que só permitiu ao defesa regressar no final da época. Gomes Pereira, então diretor clínico dos leões, assumia que esta é "uma das lesões mais temidas" pelos futebolistas; Dias da Cunha, presidente do clube, não teve dúvidas: "A lesão deveu-se exclusivamente ao piso."

Por Bruno Fernandes e Fábio Aguiar
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