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Tourizense-Benfica, 0-2: Meia dose de campeão

CRÓNICA

Tourizense-Benfica, 0-2: Meia dose de campeão
Tourizense-Benfica, 0-2: Meia dose de campeão • Foto: Paulo Calado
A festa da Taça quase passou ao lado do jogo de Tábua. O Tourizense, aceitando a teórica superioridade do visitante, procurou ir adiando o quase inevitável, mas sem arriscar na surpresa, enquanto o Benfica ficou à espera que os ponteiros do relógio fizessem o que competia aos jogadores de encarnado. Valeu, para os oito mil que animaram as bancadas, que a segunda parte justificou o dinheiro pago pelos bilhetes, o jogo teve mais emoção e os golos acabaram por surgir.

Koeman apostou em Geovanni para o lugar de ponta-de-lança, com Simão à direita, Manduca no centro e Robert à esquerda. O Tourizense apresentava um tradicional 4x4x2 que não dava espaço nem tempo de manobra ao adversário. Manietados pela teia contrária, os benfiquistas apostavam em Simão, mas este não chegava para tudo, porque Manduca e Robert também não se entendiam e os centrais Fernando e Ivo controlavam Geovanni sem problemas.

Paciência

Percebeu-se, a meio da primeira parte, que o Benfica teria se ter muita paciência para ultrapassar a barreira contrária. Assim se percebe que o primeiro remate com algum perigo só tenha aparecido aos 18’, por Geovanni, mas à figura de Filipe.

O francês Robert começou a fazer jus à fama de bom rematador aos 30’, mas Filipe voltou a estar bem. Mas o intervalo não chegaria sem um grande susto para o Benfica. Na marcação de um livre, Xano levou a bola à barra. Era um aviso para o Benfica demasiado mole e confiante.

Mais velocidade

Parecia claro que naquele ritmo o Benfica teria grandes problemas em chegar ao golo. Koeman deve ter chamado a atenção dos seus homens, pois o ritmo aumentou o suficiente para que o meio-campo do Tourizense deixasse de acompanhar as investidas pelos flancos e a defesa sentisse problemas.

O primeiro sinal de perigo foi dado por Manduca, aos 53’, mas de novo Filipe desviou para fora. Logo depois foi Simão, após livre de Robert, a obrigar o guardião a defesa difícil evitando o golo.

Koeman não estava satisfeito e Nuno Gomes já estava em campo quando Petit respondeu ao livre de Xano atirando também ele à barra. O Tourizense estava sob pressão e já não parecia capaz de evitar os ataques contrários e o golo do Benfica acabou por aparecer, com naturalidade. Livre de Simão, com um toque para Robert que, de pé esquerdo, deitou abaixo os sonhos dos homens da casa.

Feito o mais difícil, o Benfica continuou no mesmo ritmo, pressionante, e o segundo golo também pareceu natural. De novo após livre, a bola chegou a Geovanni na área que, de calcanhar, serviu Nuno Gomes e este, à meia volta, não falhou.

O balanço que Koeman pode fazer do jogo de ontem é duvidoso em relação aos reforços. Robert andou por diferentes terrenos sem dar grande ritmo à equipa mas mostrou-se eficaz no remate. Manduca esteve apagado e Geovanni acabou por ser o mais inconformado durante a primeira hora de jogo.

Fim de festa

A festa da Taça não acabou bem para os homens da casa, com duas expulsões. O árbitro João Vilas Boas, que nunca teve o mesmo critério para as duas equipas, puniu Fernando com um segundo cartão amarelo por uma falta na linha lateral e depois também esteve mal na expulsão de Hugo Simões, que travara a corrida de Marco Ferreira para a baliza e, por isso, devia ter visto o vermelho directo.

Árbitro

João Vilas Boas (1). Não teve critério uniforme, em prejuízo do Tourizense. Fernando vê dois amarelos por nada e Hugo Simões merecia vermelho directo.
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