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V. Setúbal-P. Rubras, 2-0: Passou o favorito mas com injustiça

FORASTEIROS NUNCA FORAM INFERIORES AO VITÓRIA

V. Setúbal-P. Rubras, 2-0: Passou o favorito mas com injustiça
V. Setúbal-P. Rubras, 2-0: Passou o favorito mas com injustiça • Foto: Rui Minderico
Não houve “tomba-gigantes” no Bonfim, pois o Vitória, como se esperava e exigia, levou de vencida o secundário Pedras Rubras e garantiu o acesso à quinta ronda da Taça de Portugal. No entanto, não se pense que a formação primodivisionária jogou bem ou que trabalhou, afincadamente, para merecer o sucesso. Nada disso. Ganharam, é certo, mas sem qualquer brilho ou sombra de classe.

Os visitantes, pese não contarem com estrelas, foram de uma abnegação notável; nunca se intimidaram com o nome do opositor; jogaram sempre de cabeça levantada e só pecaram na finalização. Com um pouco mais de acerto na hora do remate, todos os sonhos teriam sido permitidos aos homens do Pedras Rubras. É que a equipa não se foi abaixo com o golo inaugural (algo fortuito, embora no seguimento de uma das poucas boas acções atacantes dos locais) e só no período de compensações – quando procurava, desesperadamente, o empate – é que encaixou o segundo e, claro, “morreu”.

Receio

Nada satisfeito com o rendimento dos seus jogadores, José Couceiro foi obrigado a colocar em campo algumas das pedras fulcrais do Vitória. E Jorginho e Meyong, conforme já aconteceu em diversos duelos da SuperLiga, voltaram a ser decisivos. Um rápido contra-ataque, beneficiando da subida global do opositor, acabou com uma partida nem sempre bem jogada, mas à qual nunca faltou emotividade e incerteza quanto ao nome do vencedor.

Bravos

Sabendo que nada tinha a perder, o Pedras Rubras optou, desde o começo, por jogar futebol. Os pupilos de Caneco jamais perderam tempo ou simularam lesões. Foram dignos e mereciam, de facto, um pouco mais de felicidade.

Oportunidades para marcar foram várias, mas, entre a inépcia dos rematadores e as intervenções seguras de Paulo Ribeiro, perdeu-se a oportunidade histórica de um modesto clube causar sensação perante uma equipa de outro nível, evidentemente, mas que pouca vontade exibiu. E nem sempre acreditar na sorte dá bom resultado. Ontem, até deu...

Actuação personalizada do trio de arbitragem.

Moraes quer jogar mais vezes

O brasileiro Bruno Moraes, atleta cedido pelo FC Porto ao Vitória, confessou sentir-se feliz pelo golo que abriu, ontem, o caminho da qualificação à turma sadina. E acabou por pedir mais oportunidades para se mostrar. “Estou muito contente por ter marcado o meu primeiro golo com a camisola do Vitória”, disse.

Em relação à partida, o jovem não poupou elogios ao Pedras Rubras. “Felizmente, marcámos primeiro, como desejávamos, mas o adversário mostrou que tem uma boa equipa e que sabe jogar futebol. Foi, na verdade, uma agradável surpresa”, reforçou.

Bruno Moraes admitiu que, na segunda parte, a tarefa não foi fácil. “Vencemos bem, mas tivemos de segurar o jogo.” Em relação ao futuro, o sul-americano sabe o que quer. “Preciso de jogar mais vezes, mas reconheço que os titulares têm estado excelentes.”
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