A crónica do Varzim-Sporting, 1-0: Um crime perfeito

Leões foram desinspirados e desapaixonados na procura do golo; varzinistas estiveram notáveis na genuinidade com que encararam o jogo

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A crónica do Varzim-Sporting, 1-0: Um crime perfeito
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Um resultado inesperado, daqueles que acontecem uma de dez em dez ou de vinte em vinte anos, marcou o embate entre Sporting e Varzim, nome grande do futebol português, hoje a militar na Liga 3. A justificação para a estrondosa derrota leonina reparte-se entre uns e outros; aqueles que estiveram 90 minutos com a bola, procurando sem clarividência traduzir a superioridade, e os outros que fizeram das fraquezas força e abordaram a luta desigual com as suas armas e acabaram por se impor. Permitam que realce mais o mérito varzinista, que nunca fez antijogo, nunca recorreu a subterfúgios ilícitos, não especulou, organizou-se taticamente, geriu as emoções com perfeição e, à sua dimensão, discutiu o jogo com as armas que tinha, acabando por construir uma vitória surpreendente. O que falta para o crime perfeito de Barcelos reside na contribuição sportinguista, desconexa, descoordenada, burocrática, sem chama…

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