Vídeo-árbitro no Jamor: Uma final de afinações mas sem margem de erro

Vice-presidente do CA, João Ferreira, explicou o funcionamento do sistema

• Foto: Miguel Barreira

Portugal vai ter pela primeira vez um jogo com o apoio de vídeo-árbitro ‘live’. Significa isto que Hugo Miguel, dentro de campo, terá o apoio de dois internacionais, Artur Soares Dias e Jorge Sousa, para o caso de ter dúvidas ou precisar de esclarecer algum lance. E vai poder ele próprio ver os lances com o recurso a monitores de televisão.

Quando tiver uma dúvida e pretender o recurso ao vídeo, o árbitro só tem de fazer o gesto, como se estivesse a desenhar um aparelho de televisão. Depois dos nove jogos de teste que a FPF realizou ao longo da temporada, este será já a doer, e a confiança dos dirigentes do Conselho de Arbitragem é enorme.

Numa sessão destinada a jornalistas, o vice-presidente do CA, João Ferreira, explicou o funcionamento do sistema, que não tem novidades em relação ao que tem vindo a ser apresentado publicamente nos últimos meses. Basicamente, o apoio do vídeo, cujo objetivo é "mínima interferência, máxima influência", servirá para analisar eventuais infrações nos lances de golo (todos serão revistos),os penáltis assinalados correta ou incorretamente, as situações de cartão vermelho direto que o árbitro não vê em campo e, finalmente, os casos em que há uma identificação errada do jogador que devia ver o cartão (amarelo ou vermelho).

A decisão final é sempre do árbitro, o recurso ao vídeo é facultativo e não há paragem no cronómetro para analisar lances (mais tempo de compensação). Mas atenção: lances de fora-de-jogo que não resultem em golo, por exemplo, ficam fora do âmbito do vídeo-árbitro. Valerá sempre a opinião do árbitro.

"A decisão é do árbitro"

O vice-presidente da secção profissional do CA, João Ferreira, explicou que o critério de nomeação dos árbitros será o mesmo, apesar da entrada em funcionamento do vídeo-árbitro. "Vamos ter os melhores árbitros nos melhores jogos, sempre. Porque continua a ser importante a qualidade, a presença, o diálogo com os jogadores, a linguagem corporal. O vídeo-árbitro será apenas mais uma ajuda, mas a decisão final será sempre do árbitro", explicou.

O dirigente compreende que os adeptos possam ter desconfianças sobre o sistema, já que podem não entender as decisões tomadas quando estão nos estádios, mas João Ferreira acha que será tudo uma questão de tempo.

Quanto à recetividade dos clubes envolvidos na final da Taça de Portugal, Benfica e V. Guimarães, que receberam formação sobre vídeo-árbitro, a resposta parece ter sido positiva. "Sim, tanto de jogadores como do staff. Colocaram algumas questões, como é natural, mas parece ter havido uma grande aceitação sobre esta nova ferramenta de apoio à decisão do árbitro."

Por Miguel Pedro Vieira
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