Argentina vence Brasil (2-1) e está novamente na final do Mundial de futsal

• Foto: EPA

O pragmatismo e solidez defensiva colocaram hoje a Argentina na final do Mundial de futsal, após vencer o Brasil (2-1), um resultado construído na primeira parte, que permite continuar o sonho da revalidação do cetro.

Constantino Vaporaki, aos 11 minutos, e Cristián Borruto, aos 13, colocaram a equipa 'albiceleste' a vencer por dois golos de diferença e, apesar de Ferrão ter reduzido antes do intervalo, aos 17, conseguiu suster a vantagem mínima e repete a presença no jogo decisivo da prova, depois de a conquistar pela primeira vez na última edição, em 2016.

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Portugal, que defronta na quinta-feira o Cazaquistão, na outra partida das 'meias', já sabe que, se triunfar, enfrentará a Argentina pela conquista do troféu, e, se perder, terá o Brasil como adversário no jogo de atribuição dos terceiros e quartos lugares.

Ferrão criou a primeira oportunidade, aos três minutos, num remate à meia-volta para defesa de Nicolás Sarmiento, que voltou a corresponder nos instantes iniciais do jogo, a suster o ímpeto inicial do Brasil e a ver Dyego atirar com estrondo à trave, aos cinco.

A Argentina começou a crescer na partida e ameaçou primeiro por Alan Brandi, mas a 'albiceleste' voltaria a tentar bater o sportinguista Guitta num par de ocasiões, enquanto o benfiquista Arthur tentava, de livre, surpreender Sarmiento do outro lado.

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Nova defesa de Sarmiento, a remate de Dyego, antecedeu o primeiro golo argentino, aos 11, quando, após uma primeira interceção de Rodrigo, Cristián Borruto armou o remate, à segunda, que Constantino Vaporaki, 'à boca' da baliza, desviou para dentro.

Ainda o Brasil não estava refeito do golo sofrido, já estava a sofrer outro, aos 13, numa jogada em que tudo pareceu fácil para a Argentina, iniciada numa bola longa de área a área, que chegou a Maximiliano Rescia e este, ao primeiro toque, assistiu Cristián Borruto.

O Brasil procurou responder logo, mas Sarmiento estava intransponível perante Pito, aos 14 e 16, embora não evitasse o golo de Ferrão, aos 17, a encostar ao segundo poste, com o 'leão' Vinícius Rocha a procurar empatar antes do intervalo, ao lado.

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A segunda parte iniciou como terminou a última, com Vinícius Rocha a tentar marcar, mas Sarmiento voltou a efetuar uma boa intervenção, desta feita com os pés, numa altura em que a Argentina se concentrou no processo defensivo e aguentou a pressão.

De facto, o Brasil 'esbarrou' na enorme organização da seleção argentina, que impedia os 'canarinhos' de criar perigo sequer, tendo o jogo apenas animado nos derradeiros instantes, quando a equipa de Marquinhos Xavier colocou um guarda-redes avançado.

Pito esteve muito perto de empatar, aos 35, mas foi a face mais visível do desperdício brasileiro, voltando a não finalizar com sucesso aos 38, em excelente posição, com o resultado a não se alterar mais e a Argentina a festejar efusivamente a passagem à final.

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Jogo realizado na Zalgiris Arena, em Kaunas.

Brasil -- Argentina, 1-2.

Ao intervalo: 1-2.

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0-1, Constantino Vaporaki, 11 minutos.

0-2, Cristián Borruto, 13.

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1-2, Ferrão, 17.

- Brasil: Guitta, Rodrigo, Dyego, Gadeia e Ferrão. Jogaram ainda Pito, Marlon, Dieguinho, Arthur, Leandro Lino, Leonardo e Vinícius Rocha.

Selecionador: Marquinhos Xavier.

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- Argentina: Nicolás Sarmiento, Pablo Taborda, Ángel Claudino, Santiago Basile e Alan Brandi. Jogaram ainda Constantino Vaporaki, Leandro Cuzzolino, Cristián Borruto, Damian Stazzone, Maximiliano Rescia e Lucas Bolo Alemany.

Selecionador: Matías Lucuix.

Árbitros: Juan Cordero e Alejandro Martínez (Espanha).

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Ação disciplinar: Cartão amarelo para Nicolás Sarmiento (09), Leandro Lino (09), Lucas Bolo Alemany (13), Ferrão (25), Alan Brandi (32), Pablo Taborda (34) e Pito (40).

Assistência: 3.349 espetadores.

Por Lusa
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