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A equipa de seniores masculinos de futsal do Farense vive o momento mais alto da sua história - lidera a fase de subida (Zona Sul) da 2ª Divisão e está nos oitavos-de-final da Taça de Portugal - e quer superar o Belenenses, nesta última prova, em jogo marcado para as 18 horas deste sábado, a fim de dedicar a vitória ao jogador de futebol Tavinho, atingido por dois golpes de faca e a recuperar no hospital de Faro.
Elementos da secção de futsal fizeram chegar a Tavinho um cachecol do futsal do Farense, expressando nas redes sociais os desejos "de rápidas melhoras e completo restabelecimento", além do desejo de "tentar vencer o jogo com o Belenenses e dedicar-te a vitória".
Também em Armação de Pêra, na tarde de domingo, no jogo da equipa sénior de futebol do Farense, a contar para a 26ª jornada da Série E do Campeonato de Portugal, os jogadores do plantel da equipa algarvia pretendem demonstrar a sua solidariedade e o seu carinho para com Tavinho.
O jogador do Farense foi esfaqueado à saída de um bar de Vilamoura na madrugada de segunda-feira, depois de ali ter estado a festejar, com alguns colegas de equipa, o apuramento para o playoff de subida, na sequência da vitória alcançada em Olhão, horas antes. Dos dois golpes sofridos um, o segundo, por pouco não atingiu o pulmão, o que, a ter sucedido, colocaria a sua carreira em risco.
Tavinho permanecerá internado no hospital de Faro por mais alguns dias e, embora o seu estado de saúde tenha evoluído muito favoravelmente, a data do regresso aos treinos é ainda incerta, sabendo-se que na época em curso o jogador não voltará aos relvados.
O presumível agressor, Nélson Sousa, um indivíduo já com um longo cadastro residente em Quarteira e conhecido no meio pela alcunha de "Piriquito", entregou-se às autoridades e foi presente ao Tribunal de Loulé, aguardando o desenrolar do processo em prisão preventiva. Está agora indiciado da prática do crime de tentativa de homicídio e encontrava-se em liberdade condicional há cerca de dois meses, depois de ter sido condenado a pena de prisão num processo de roubo e resistência a funcionário.
Por Armando Alves