A estreia de Portugal em Mundiais aconteceu na Guatemala e a Selecção Nacional começou a sua participação precisamente frente aos anfitriãos, que se revelaram presa fácil para a formação comandada por Orlando Duarte. Com André Lima particularmente inspirado - fez um hat-trick (11', 32' e 36') -, a equipa das quinas ganhou por 6-2. Arnaldo (15'), Majó (18') e Nélito (39') apontaram os restantes golos.
Após um início tranquilo, os portugueses tiveram que medir forças com o Brasil, que se apresentava com o estatuto de tricampeão mundial. Apesar do favoritismo canarinho, Portugal deu excelente conta de si, segurou o nulo durante toda a primeira parte e só baqueou na fase final do encontro para acabar com uma derrota (0-4). Vander inaugurou o marcador aos 28', seguindo-se depois os tentos de Anderson (34') e Lenísio (36' e 38').
No último jogo da 1.ª fase, frente ao Cazaquistão, a Selecção Nacional repetiu o resultado do estreia (6-2) e garantiu, sem grandes problemas, o apuramento para a 2.ª fase de grupos. Arnaldo (9' e 18'), Nélito (13' e 28'), Miguel Mota (37') e Majó (38') foram os marcadores de serviço.
Na 2.ª fase, Portugal encontrou Holanda, Espanha e Croácia e a história repetiu-se: vitória a abrir e a fechar, sempre por 3-1, e derrota com os espanhóis pelo mesmo resultado. Frente aos holandeses, Arnaldo (28'), Pedro Costa (40') e Vitinha (40') foram os goleadores; Nélito (24') apontou o tento solitário diante de "nuestros hermanos" e Arnaldo (23'), André Lima (24') e Majó (39') despacharam os croatas.
Nas meias-finais verificou-se o reencontro com o Brasil, que não facilitou e goleou (8-0), seguindo para a final, onde acabaria derrotado pela Espanha. Quanto aos portugueses, tiveram que se contentar com a disputa do 3.º e 4.º lugares, fechando o Mundial com chave de ouro ao bater a Rússia, por 4-2, num encontro em que até estiveram a perder (0-2). A reviravolta aconteceu com golos de Vitinha (15'), Majó (27' e 28') e Formiga (38'), que rendeu um 3.º lugar logo na estreia entre a elite do futsal internacional.
Assim, o balanço final foi muito positivo, pois as três derrotas que Portugal sofreu foram diante dos dois finalistas e, indiscutivelmente, as selecções mais cotadas da prova. A nível individual, Arnaldo e Majó terminaram como os melhores marcadores da equipa, com 5 golos, mais 1 do que André Lima e Nélito, num total de 23 - só o brasileiro Manoel Tobias marcou 19, sagrando-se artilheiro do campeonato e recebendo também o troféu de melhor jogador.
Selecção Nacional
1. Tony (guarda-redes/26 anos)
2. Ivan (fixo/28 anos)
3. Pedro Costa (ala/22 anos)
4. Vitinha (fixo/31 anos)
5. Arnaldo (ala/21 anos)
6. António Teixeira (ala/25 anos)
7. André Lima (ala/29 anos)
8. Majó (ala/25 anos)
9. Miguel Mota (ala/26 anos)
10. Formiga (ala/22 anos)
11. Nélito (pivô/30 anos)
12. Naná (guarda-redes/31 anos)
13. Zézito (pivô/27 anos)
14. João Benedito (guarda-redes/22 anos)
Seleccionador: Orlando Duarte