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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, falou esta sexta-feira num "ano excecional", na véspera da sétima final de seleções nacionais durante os seus primeiros 12 meses de mandato no cargo.
O ex-árbitro chegou hoje a Liubliana, capital da Eslovénia onde a seleção de futsal tem estado a competir no Campeonato da Europa, podendo no sábado defender os troféus das duas edições anteriores, numa final diante da recordista Espanha.
"Este último ano foi excecional. Vamos fazer a sétima final e, com a regularidade com que isto acontece, não é só o presente que está assegurado, é a próxima década. Atrevo-me a dizer que não há mais nenhuma federação com esta capacidade de gerar tanto talento de forma continuada e que nos assegura o futuro. Teremos de criar condições para que o sucesso aconteça com regularidade e nunca esquecer o plano de desenvolvimento e formação do jovem jogador português", expressou.
Em declarações aos jornalistas, durante o derradeiro treino da seleção portuguesa de futsal antes do encontro decisivo frente aos espanhóis, Pedro Proença afirmou estar muito confiante em alcançar o sexto triunfo do seu mandato, em sete finais.
"A Cidade do Futebol tem sempre espaço para receber mais troféus. No entanto, muito mais do que eventualmente ganharmos, há uma nova cultura de vitória em Portugal. Isso acontece porque os próprios clubes a produzem. Hoje, em tudo o que entramos é para ganhar, não há dúvida. O ambiente é esse mesmo, mas com muita tranquilidade e sem arrogância, é o que costumo sempre pedir", sublinhou.
Pedro Proença revelou que o ambiente na comitiva lusa "é muito positivo", devido à responsabilidade e maturidade que os jogadores já têm, além da equipa técnica "habituada a este tipo de stress competitivo", que levou a uma nova 'normalidade'.
"Em cada final que disputarmos, são mais meninos e meninas que se inscrevem e jogam futebol. Essa é a importância maior destes títulos, além do reconhecimento internacional do trabalho dos clubes, associações e federação, que hoje tem uma estrutura altamente profissional. Isto hoje é uma normalidade, já nos habituámos a estas presenças em finais, mas sempre com uma grande vontade de as ganhar. É isso que amanhã [sábado] acontecerá", garantiu também o dirigente federativo.
Instado a falar sobre o mau tempo em Portugal, com 13 mortos e muitas centenas de feridos e desalojados, na sequência da passagem das duas depressões, Kristin e Leonardo, Pedro Proença frisou que a FPF se encontra a monitorizar a situação.
"Temos uma comissão de emergência que está a acompanhar a toda a hora o que se vai passando em Portugal. Sabemos as previsões para o fim de semana e, até ao final do dia de hoje, tomaremos algumas medidas cautelares para que alguns jogos não se realizem, se houver necessidade", vincou o presidente, de 55 anos.
Portugal, vencedor em 2018 e 2022, e Espanha, recordista de títulos, com sete em 12 edições, disputam a final do Campeonato da Europa no sábado, a partir das 19:30 locais (18:30 em Lisboa), na Arena Stozice, na cidade eslovena de Liubliana.