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Ricardinho anunciou esta terça-feira o adeus à Seleção Nacional de futsal e voltou a abordar a questão da saúde mental. Quando terminou o Mundial o jogador admitiu que se sentia "psicologicamente rebentado".
Sobre a questão da saúde mental, que diria a um desportista que passa por um problema desse género?
"Não é que esteja doente, é uma questão de superação, sentimo-nos bem fisicamente mas a cabeça não te dá força para tal. Estou a dar um tempo a mim mesmo para recuperar a força e a energia para ir treinar, não para ir para o treino. Não quero ser apenas mais um."
Que diria ao miúdo de 16 anos que chegou a Rio Maior?
"Diria parabéns, conseguiste!"
Momentos mais marcantes, sem contar com os títulos.
"Normalmente os atletas focam-se nos momentos mais felizes, mas vou lembrar um que nos podia ter feito chegar mais longe, quem sabe tocar o céu mais cedo. Na Tailândia, contra a Tailândia, julgo que nos quartos-de-final, estivemos a ganhar por 3-0 e perdemos 4-3. Aí senti que nos faltava dar o clique de acreditar, que podíamos vencer equipas de top e ser uma equipa de top. Foi um dos momentos mais marcantes porque até a mim me fez mudar esse chip, faltava-nos algo para ganhar a essas seleções."