João Freitas Pinto: «Se esquecermos a intuição seremos substituídos pela inteligência artificial»

Treinador de futsal abordou a importância do treino complementar e das relações humanas no Fórum ANTF

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João Freitas Pinto no banco de suplentes do Eléctrico, equipa que orientou
João Freitas Pinto no banco de suplentes do Eléctrico, equipa que orientou • Foto: Ricardo Jr

João Freitas Pinto, treinador de futsal, considerou Portugal uma referência no treino, no decurso do Fórum da ANTF, que está a decorrer em Albufeira. “Em Portugal estamos na ponta, somos a ponta da flecha e estamos a desbravar terreno onde ninguém estava ou está. E as estruturas depois vêm atrás. Isso cria-nos uma responsabilidade acrescida. Quando olhamos para o estrangeiro, e para as diferentes realidades, seguem um bocadinho as ideias, o padrão e o desenvolvimento que temos aqui”, assinalou.

Essa responsabilidade traduz-se, segundo João Freitas Pinto, em vários domínios. “Na formação de treinadores, na criação de estruturas de treino mais completas, em equipas técnicas com um trabalho mais complementar e mais evoluído, por exemplo”, referiu, adiantando: “Ao longo dos últimos anos o patamar em que mais evoluímos foi no treino complementar e na formação do treinador. E depois há a intuição do treinador: temos todos acesso a uma multiplicidade de dados, às métricas, e depois às vezes esquecemos as relações humanas e o que é a nossa intuição natural. Em todas as profissões não podemos esquecer isso, pois de contrário seremos substituídos pela inteligência artificial e ganha quem tiver as melhores métricas. Não pode ser assim, pois temos algo que é imprevisível e que é o nosso talento natural. Não acredito que as métricas resolvam tudo”, frisou o treinador.

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