Joel Rocha sem memória de um jogo "tão difícil": «De vida ou morte»

Treinador de futsal do Benfica e a pandemia do coronavírus

Joel Rocha, treinador da equipa de futsal do Benfica, assume que é difícil ver a competição ter de parar, devido à pandemia do coronavírus, mas salienta que, agora, a prioridade tem de ser outra e que estamos "todos convocados" para esta batalha.

"Que jogo!!! Mais que um dérbi, um clássico, uma final de Taça, uma final de Campeonato, uma 'negra', uma final de Europeu ou Mundial. Mais que um ouro olímpico. Estamos (de facto) perante o 'jogo das nossas vidas', aquele jogo de 'mata-mata', aquele jogo de 'vida ou morte'. Quem diria que tantas expressões usadas em sentido figurado e metafórico aplicadas ao contexto desportivo são, hoje em dia, aplicadas à vida de cada um de nós. Sem idade, sem raça, sem género, sem clube ou nacionalidade. Não tenho memória de um 'jogo' tão difícil. E porque defrontamos um adversário (vírus) invisível, que não sabemos onde está, de onde vem ou quem o tem, porque não sabemos como nos pode atacar, mas que sabemos que 'não joga à defesa', estamos todos convocados!", sustentou o técnico das águias, autor da newsletter das águias desta terça-feira, ainda que tenha assumido que custa ter de deixar os pavilhões: "Por agora, o jogo de futsal vai ter que esperar. Dói. Magoa. Diria mesmo que é angustiante. Ficamos 'cheios de nada', olhamos à nossa volta e falta-nos o que nos acelera o sangue e o batimento cardíaco. Falta-nos o que nos deixa com 'pele de galinha'. Falta-nos o som da bola, da sapatilha, do golo, do público, dos cânticos e das palmas…! Falta-nos UMA PARTE da vida, mas, neste momento, é a VIDA que temos de agarrar"

Apesar de ainda estarmos a meio da luta contra o vírus, Joel Rocha acredita que iremos sair mais fortes deste momento coletivo, se todos fizermos a nossa parte.

"Vamos todos confiar na expressão de âmbito desportivo que nos diz que 'defesa ganha campeonatos' e 'ataque' ganha jogos. E este… é um longo e difícil campeonato, e quanto mais nos defendermos, mais perto estaremos de vencer! E vamos conseguir!!! Mas desta vez… separados! Parece contraditório, para nós, que temos como sentimento comum 'nenhum de nós ser mais forte sozinho do que todos nós juntos', que agora seja estritamente necessário o contrário: 'Nenhum de nós é mais forte junto do que todos nós separados'. A vida e o desporto sempre a ensinar-nos! Mas aprendemos e vencemos. E vamos conseguir! Encontremos nesta 'dificuldade' muitas 'oportunidades'. Por enquanto, 'hoje' um agente da saúde pública, 'amanhã' um adepto na bancada. Saúde (proteção e cuidados) para todos e todas", desejou.

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