Jorge Braz antevê Finalíssima: «A expectativa é jogar o jogo que queremos, que é a final»

Selecionador nacional divulgou os 14 convocados para a competição

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Jorge Braz durante a conferência
Jorge Braz durante a conferência • Foto: André Sanano
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Jorge Braz divulgou ao início da tarde desta terça-feira, no Auditório da FPF Arena Portugal, na Cidade do Futebol, em Oeiras, os - sem nenhuma surpresa - para a Finalíssima Intercontinental de Futsal 2026, que decorre de 6 a 8 de novembro em Niterói, no Brasil.

O guarda-redes do Sporting, Bernardo Paçó, volta a integrar a lista de convocados depois de por lesão não ter podido dar o seu contributo à seleção nacional nos últimos dois jogos ante a Dinamarca e a Roménia. Nesta segunda edição da competição, Portugal vai participar juntamente com Espanha, Argentina e Brasil.

“É uma competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo neste momento. A expectativa é jogar o jogo que queremos, que é a final. Etapa a etapa, primeiro estamos preocupados com a Espanha. O último encontro entre nós não nos foi favorável, mas não é por aí, porque os jogos são diferentes. Estou preocupado em ser Portugal, com ambição e preocupados com a Espanha, para podermos jogar o jogo decisivo, que nos dá a oportunidade de disputar o troféu. Este é o pensamento honesto, claro e transparente", começou por dizer o selecionador português de futsal, na conferência de imprensa.

Sobre a escolha recair sobre os mesmos jogadores que integraram as opções para os confrontos recentes com a Dinamarca e a Roménia, esclareceu: "Dar continuidade ao processo foi uma preocupação muito evidente nossa. Crescemos e melhorámos ao longo do estágio, do primeiro para o segundo jogo. Não foi só isso, mas é o momento atual. Tem de ser sempre assim, escolher os 14 que estão melhores para representar o futsal português. A proximidade temporal entre dois estágios terá sempre alguma influência."

Questionado sobre Rúben Teixeira, foi categórico: "Mereceu. Às vezes colocamos esse rótulo de fase final, mas representar a Seleção Nacional é sempre igual. Existe sempre essa carga emocional e competitiva. Queremos estar no jogo das decisões, mas não é por aí, olhamos para a prestação deles no seio da Seleção, a forma como têm evoluído e a prestação nos clubes. O Rúben tem estado num nível bastante interessante, oferece detalhes muito importantes para nós e, por isso, mantém-se aqui na convocatória. Se é preparação, qualificação ou fase final, é sempre para vencer, com esta responsabilidade ambiciosa sempre. O Rúben tem representado estes valores."

Sobre a Finalíssima, Braz sublinhou a importância de começar bem a prova. "É ligeiramente diferente, por ser dois jogos. O que interessa é o primeiro jogo com a Espanha e ir etapa a etapa. São jogos a eliminar, num período muito curto e um espaço de preparação também muito curto, com viagem, adaptação e preparação muito reduzida. É jogar e sermos nós, mais uma vez. É uma sensação de disputar uma competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo. Queremos estar no jogo das decisões e as sensações são extremamente positivas. O que conquistámos no passado orgulha-nos imenso e orgulha todo o futsal português, mas nada é mais importante do que aquilo que podemos conquistar no futuro. É com esta ambição e vontade, com sensações extremamente positivas, que estaremos a disputar mais um título para o futsal português. A responsabilidade é a natural de estar aqui, mas vamos com a vontade toda de ser Portugal novamente", enalteceu.

Para finalizar, o selecionador português de futsal falou sobre o embate com a Espanha: "Podemos sempre surpreender. Queremos sempre mais, inovar e estar um passo à frente. Podemos sempre melhorar. A última vez que nos encontrámos, também na decisão de um título, ainda está muito fresca na memória. Temos de ser consistentes e ser Portugal durante 40 minutos ou, se for preciso, nas grandes penalidades. Já melhorámos algumas coisas nestas jornadas de qualificação, agora é uma próxima etapa e já estamos a disputar um título. Essa inovação existe sempre no treino e no jogo, mas, muitas vezes, é perceber o que já fizemos muito bem. Se, em alguns momentos, não somos tão consistentes e não damos nada, não vale muito a pena inovar. Vamos ver se conseguimos surpreender, mas, acima de tudo, muito preocupados connosco. Se fizermos as nossas coisas bem feitas, estamos sempre mais próximos de, no final do jogo, as coisas caírem para o nosso lado. É com esse espírito que vamos para lá."

Refira-se, a prova junta os finalistas das últimas edições do Campeonato da Europa e da Copa América. A 6 de novembro, a equipa das Quinas vai medir forças com a congénere espanhola nas meias-finais pelas 18h30 locais (21h30 em Portugal Continental), sendo que a outra vaga na final será disputada, no mesmo dia, por Brasil e Argentina, pelas 21h30 (00h30 em Portugal Continental).

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