Lusitânia de Lourosa acusa FPF de "negligenciar" Taça feminina e avisa que pode falhar meia-final

Clube relembra esquecimento no sorteio da 5.ª eliminatória e critica alteração tardia do horário

• Foto: Diogo Pinto / FPF

O Lusitânia de Lourosa, um dos semifinalistas da Taça de Portugal de futsal feminino (prova agendada para o próximo fim-de-semana) corre o risco de falhar a meia-final, frente ao Novasemente, devido à alteração tardia do horário dos jogos.

O clube emitiu esta segunda-feira um comunicado, na sua página de Facebook, criticando a Federação Portuguesa de Futebol, que acusa de negligenciar esta competição, depois de ter-se esquecido de realizar o sorteio da 5.ª eliminatória. 

O emblema de Lourosa lamenta que a FPF não tenha tido em mente que as jogadoras não são profissionais, ao fazer a alteração no horário dos jogos em vésperas da realização da competição.

Comunicado:
A secção de futsal do Lusitânia Futebol Clube de Lourosa vem por este meio mostrar a sua indignação e repúdio pela forma como a FPF tem tratado e gerido a Taça de Portugal de futsal feminino, competição por si organizada. Se já tínhamos considerado grave o esquecimento do sorteio da 5ª eliminatória, sendo depois feito tarde e fora de horas, a entidade federativa continua, na nossa opinião, a negligenciar a prova feminina, agora demonstrado com o programa definido para a Final-four.

Se numa primeira instância definiu os jogos das meias-finais e final com um intervalo de tempo inferior ao mínimo exigível, não permitindo o descanso fundamental para se apresentar de uma forma digna num jogo com tamanha importância, após a contestação feita pelos clubes decidiu então alterar, e no nosso entender bem, mas essa alteração demorou a ser efetiva e não respeitando nenhum prazo considerado aceitável, de forma a que os clubes e respetivos atletas se pudessem atempadamente organizar, sim porque as atletas e respetivos staff e restante comitiva são todos amadores e não conseguem de um dia para o outro estar disponíveis para aquele cenário profissional criado pela entidade organizadora.

Convenhamos que está tudo trocado, os profissionais organizaram uma prova de uma forma amadora e os amadores têm de se apresentar e representar como profissionais.
Desta forma, a equipa do Lusitânia de Lourosa encontra-se neste momento em risco de fazer falta de comparência a um jogo que com orgulho e por mérito próprio ganhou o direito de disputar.

A secção de futsal não tendo poder decisório, vai reunir com a restante direcção do clube para decidir que medida tomar estando, como referimos anteriormente, em cima da mesa o cenário de falta de comparência ou a participação com um mínimo de atletas exigível para evitar futuras punições.

Por Cláudia Marques
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