Oito clubes do Algarve defendem o adiamento do início das competições regionais

Consideram que não estão salvaguardadas as condições mínimas de saúde pública

• Foto: Direitos Reservados

Oito filiados na Associação de Futebol do Algarve e participantes nas competições regionais de futsal enviaram esta quinta-feira uma comunicação àquela entidade, solicitando o adiamento do início das competições, com arranque previsto para o final de outubro (seniores masculinos) e início de novembro (seniores femininos).

"Julgamos que as condições mínimas de salvaguarda da saúde pública não estão a ser asseguradas para que as competições seniores amadoras iniciem", lê-se no documento subscrito por Os Bonjoanenses, Fuzeta, Alturense, Santaluziense, Casa do Benfica de São Brás de Alportel, Ferragudense, Machados e Campinense, que fizeram chegar as suas preocupações à Associação de Futebol do Algarve e também à Diretora-Geral da Saúde, Delegada Regional de Saúde do Algarve e presidente da AMAL - Associação de Municípios do Algarve.

"À data de hoje, a retoma das competições seniores amadoras é contraditória face às políticas que têm sido tomadas pela Direção-Geral de Saúde e pelo próprio Governo", sustentam os clubes, lembrando que "desde o dia 15 de setembro existem, inclusivamente, novas medidas de confinamento".

Num extenso memorando os oito clubes referem que "é impossível garantir a saúde e segurança dos atletas durante a prática desportiva (e respetiva preparação), principalmente aquando da consideração das projeções desenhadas para o quadro epidemiológico atual e futuro"

Os subscritores do documento assinalam ainda "uma grande desigualdade entre as condições de treino dos vários clubes nos municípios do Algarve, pois os clubes que têm pavilhões próprios estão a treinar sem restrições, enquanto a grande maioria dos pavilhões municipais e de escolas ainda não abriram. Há, ainda, pavilhões que estão a ser utilizados como hospitais de campanha, o que irá retardar a abertura dos mesmos aos treinos".

A quebra acentuada de receitas devido à realização dos jogos à porta fechada e dúvidas em torno do pagamento dos testes aleatórios à Covid-19 são outras questões expostas pelos clubes, assim como a política de devolução de gastos com as inscrições caso os campeonatos não possam terminar.

Os oito clubes sustentam que "será de maior pertinência reavaliar a situação em dezembro, quando for mais claro o panorama epidemiológico. Nessa altura poderão ser tomadas as decisões adequadas de forma a garantir a segurança de todos os agentes envolvidos na prática desportiva".

É ainda sublinhado que "não pretendemos opor-nos à realização das competições e estamos, sim, a levantar objeções a que as mesmas decorram nos moldes e nas datas propostas, que, no nosso entender, tanto comprometem a saúde pública dos agentes envolvidos, bem como prejudicam os clubes e as próprias competições".   

Por Armando Alves
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