Robinho quando trocou o Benfica pelo Sp. Braga: «Não venho aqui para enganar...»
Cumpre a segunda época nos guerreiros e, aos 40 anos, ainda não pensa em terminar a carreira
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Robinho cumpre a segunda temporada na equipa de futsal do Sp. Braga, após cinco épocas no Benfica, e, aos 40 anos, ainda não pensa no fim da carreira. Diz que na juventude adquiriu uma "boa resistência" por força das rotinas desportivas e escolares que já tinha, sendo que pelos guerreiros não falhou "nenhum treino" e os jogos que não disputou foi por "motivos disciplinares". E contou o que conversou com os bracarenses na hora de trocar a Luz pelo Minho.
"Uma das conversas que tive com o clube foi 'não se preocupem, não venho aqui só para enganar e só para finalizar a carreira', inclusive nem sei quando vou terminar, enquanto estiver a jogar não gosto de ficar trás nos treinos. Eu conheço a minha pessoa, sei do que sou capaz. Deixei bem claro com o clube que a partir do momento em que eu não estiver a render para o clube, serei a primeira pessoa a dizer-lhes… Dou um aperto a mão de todos, dou um abraço e sigo o meu caminho. Jamais fico num clube para passear ou porque tem um pavilhão ou cidade bonita. Graças a Deus não fiquei nenhum treino de fora, os jogos que fiquei de fora foi por questões de cartões e pretendo que seja assim até ao fim da carreira", afirmou Robinho, em entrevista à Next.
Apesar de ainda não pensar no fecho da carreira, admite estar a preparar o futuro. "Já estou a preparar, mais ou menos, mas será ligado ao futsal. Estou a fazer curso de treinador, estou a tirar o Nível II. Gosto de assistir aos jogos, analisar, comentar. Quando eu jogo, depois do desafio vou sentar-me e ver o jogo", disse, ele que tem um filho a seguir as mesmas pisadas. "Meu filho apaixonou-se pelo clube, joga futsal aqui no clube. Ele não falta a um jogo nosso. Às vezes eu não consigo acompanhar o jogo dele, mas depois ele conta-me tudo", disse.
O papel de Joel RochaRobinho assumiu que Joel Rocha, treinador dos bracarenses com quem já tinha trabalhado no Benfica, foi essencial para a sua decisão de rumar ao Minho. "O meu ciclo no Benfica já estava a acabar e então conversámos e ele contou-me como funcionavam as coisas aqui. Disse-lhe que íamos conversar mais um pouco e ia dar certo. A minha intenção era ficar por aqui e sabia que pessoa ia encontrar e que tipo de trabalho. Isso para mim influenciou a escolha", afirmou.
"Ele é muito exigente, gosta de tudo muito certo. Eu também sou um bocado assim. A gente diz que o Joel é fanático pelo futsal. Muitas pessoas às vezes não entendem esse lado do Joel, não assimilam essa exigência. Mas esse é o lado dele que temos de entender. E faço as pessoas entender, digo-lhes: 'Trabalha, faz tudo certo, que a raiva já passa, pega a bola, dribla um e faz golo que a raiva já passa'", contou.
Fome de títulosRobinho destacou como momentos mais especiais da primeira época no Sp. Braga os triunfos sobre o Sporting e Benfica. "São uma potência do futsal e aquilo deu-nos confiança para depois chegar ao playoff e fazer de novo uma coisa histórica. Infelizmente não fomos à final, mas este ano precisamos de dar esse passo a mais, são detalhes... No playoff errámos mais no momento em que não podíamos errar, precisamos de ser mais maduros", disse o brasileiro, naturalizado russo. "Títulos no Sp. Braga? É isso que falta, o trabalho está a ser bonito, mas a gente quer sempre mais. Falta-nos a cereja, para podermos cantar os parabéns", rematou.