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Mourinho assinou, na primeira passagem pelo Chelsea, crónicas semanais na revista DEZ, algumas das quais recuperamos agora com um novo formato. Este texto foi originalmente publicado a 16 de abril de 2005
Não gostei de ter sido sancionado e estar impedido de ir para o banco, mas quero pôr um ponto final no assunto.
Para além do ponto final, encontrei aspectos positivos em tudo isto: a preparação dos jogos, as reuniões, a análise exaustiva dos múltiplos aspectos do jogo, a redução da imprevisibilidade, as alternativas aos diferentes resultados em termos de substituições, o trabalho psicológico na formação de um carácter colectivo resistente à pressão do jogo... Foi fantástico! Como treinador, obrigou-me a pensar antecipadamente e a preparar jogadores, adjuntos, “staff” de apoio. Foi uma experiência enriquecedora, onde nada se pôde esquecer, onde nada de nada pôde deixar de se prever. Os jogadores foram fantásticos e mostraram o grupo que somos, mostraram como crescemos enquanto organização; os adjuntos são unidos, não há ciumeiras, sabem para quem trabalham e o que devem fazer, têm carácter moldado ao do líder, foram a minha voz; o “staff” de apoio esteve presente com competência; os “bosses” transportaram o optimismo em que vivemos; os adeptos estiveram em Londres e em Munique, sentem aquilo que já está incutido dentro de portas — a nossa ambição.
Não esquecerei nunca como gritaram o meu nome e fizeram sentir a minha presença. Estou muito contente e escrevo no hotel em Munique, um par de horas após o jogo. Mas a vida é assim e já pensamos na Juventus e no Liverpool, pois a esta hora ainda não sabemos se decidiremos a meia-final em Turim ou em Anfield Road.
Este episódio marca a carreira de Mourinho. Primeira explicação: o treinador português havia sido castigado por ter acusado o árbitro Anders Frisk de se ter encontrado com Frank Rijkaard no balneário no intervalo do Barcelona-Chelsea nos ‘oitavos’ da Champions 2004/05. Dois jogos de suspensão tiraram Mourinho da eliminatória com o Bayern.
É aqui que entra a célebre história de Mourinho ter contornado a proibição da UEFA com a famosa fuga no cesto da roupa após ter estado fechado no balneário do Chelsea e em contacto com os jogadores desde o meio-dia. Os londrinos viriam a ganhar aos alemães e a seguir até às ‘meias’.
Mourinho ficou fora do banco no Real Madrid-Benfica por suspensão e criou mistério sobre o local onde estaria a ver o jogo. Pensou-se que seria numa cabine de rádio até Record noticiar que estava no autocarro. No banco ficou João Tralhão. “A sincronização com Mourinho foi perfeita”, garantiu o adjunto.
As crónicas de José Mourinho na Revista Dez... 20 anos depois
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