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A Seleção Nacional feminina terminou a qualificação para o Mundial da categoria com uma derrota, frente à Bélgica (0-1), mas aquilo que se viu permite perspetivar um futuro promissor para a equipa das quinas.
O trabalho que tem vindo a ser desenvolvido não se traduz – por enquanto – em vitórias, mas o resultado de ontem, assim como a derrota no passado fim de semana na Holanda (3-2), mostram que as pupilas de Francisco Neto começam a bater-se de igual para igual frente às melhores seleções do ranking europeu.
E se nas contas isso ainda não se reflete, dentro do campo a história é outra. Com menos argumentos – a opção do selecionador Francisco Neto em fazer apenas uma substituição é reveladora –, as portuguesas provaram que muitas vezes a coesão e o trabalho podem suprir a falta de talento e Portugal foi superior durante grande parte do encontro.
A equipa das quinas só não conseguiu ultrapassar o cinismo belga que, invariavelmente, deixou que Portugal tomasse conta dos acontecimentos, apostando de seguida no contra-ataque. Estratégia que acabou por ser letal ao minuto 18, quando Tessa Wullaert, isolada, fez o único golo, após uma perda de bola a meio-campo. Foi sempre esta a forma encontrada pelas belgas para chegarem à baliza de Patrícia Morais, beneficiando, por vezes, de alguma passividade da defesa lusa. Portugal teve dificuldades em ultrapassar a defesa adversária, mas Mónica Mendes, Jéssica Silva e Carole Costa estiveram perto da igualdade.
Crescimento. No final, Francisco Neto mostrou-se satisfeito com a exibição. “Tentámos retirar-lhes a bola o máximo tempo possível para sermos nós a comandar, mas sabíamos que corríamos o risco de sofrer situações de contra-ataque. Sinto que faltou algum critério no último terço”, defendeu o técnico, adiantando ainda que agora os olhos estão já na qualificação para o Europeu’2017.
“Ficámos a um ponto de fazer história, mas sinto uma evolução tremenda. Agora vem a qualificação para o Europeu e acredito que vamos entrar muito fortes. Não sei se nos apuraremos, mas vamos lutar por isso e com um pouco de sorte talvez o consigamos. Acredito que a curto/médio prazo iremos estar numa fase final”, frisou Francisco Neto.