Andreia Faria ainda não se cruzou com Cristiano Ronaldo no Al Nassr: «São quatro horas de carro...»

Jogadora do Al Nassr falou aos jornalistas no estágio da seleção A feminina

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Andreia Faria fala aos jornalistas
Andreia Faria no treino da Seleção feminina
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Andreia Faria no treino da Seleção feminina

A jogar na equipa feminina do Al Nassr, a internacional portuguesa Andreia Faria confessou que, "infelizmente", ainda não teve "oportunidade" de se ter encontrado com Cristiano Ronaldo no clube.

"Espero que até ao fim do meu contrato isso se proporcione. Vai acontecer sem dúvida. A equipa masculina está em Riade e a feminina em Dammam. São quatro horas de carro, todos os fins de semana viajamos de avião para Riade e voltamos para Dammam, o que não torna a coisa fácil porque acabamos por não ter muitas folgas para ficar em Riade. Conheci o mister Jorge Jesus quando cheguei à Arábia porque, por acaso, ele estava no hotel em que nós estávamos quando íamos jogar a Supertaça", afirmou a jogadora este sábado, em conferência de imprensa na seleção feminina. 

Quanto à vida na Arábia Saudita a jogadora natural de Vila Real desmistificou: "Tem sido uma experiência muito enriquecedora devido ao contexto sociocultural do país. Inicialmente, achava que iria ser um choque sociocultural muito maior. A verdade é que vivo em Dammam e não em Riade: vou para a rua com as minhas colegas de equipa e não se passa a ideia que as pessoas têm aqui. As mulheres são livres, acabam por sair muito, por divertir-se, jantar fora... Não me fizeram qualquer tipo de restrição, nunca me disseram não podes ir assim-. Obviamente que respeitamos a cultura e não vamos para a rua como se fosse verão aqui em Portugal, mas nunca ninguém me disse 'não deves ir assim', ou seja, nunca senti muito..."

E prosseguiu: "É um campeonato que ainda está a evoluir. Tem progredido tal como progrediu o campeonato português e tem todas as condições para o fazer. É um campeonato que também permite desenvolver outras caraterísticas que aqui na Liga BPI estavam um bocadinho mais escondidas: uma chegada ao último terço com mais ambição ofensiva... Sem dúvida que tem sido muito positivo. Os títulos? É para isso que nós jogamos, para ganhar campeonatos e taças".

O Benfica foi a minha casa durante sete anos, é um clube que adoro e com o qual tenho uma ligação especial
Andreia Faria

Internacional portuguesa

Voltando a agulha para a seleção e para a dupla jornada de apuramento para o Mundial, Andreia Faria sublinhou: "Tem sido uma época muito positiva para mim, venho confiante para a seleção e quero também ajudar o grupo nesse sentido. A Letónia acaba por ser uma equipa competitiva que jogou os primeiros dois jogos fora de casa e marcou em ambos. Nota-se que, mesmo em desvantagem, elas querem atacar e ferir o adversário. É uma equipa que quer alcançar a primeira qualificação para uma fase final. Nós também já passamos por isso, é um processo. [Letónia e Eslováquia] São equipas que querem vir com tudo e nós temos que encarar isso com a maior seriedade e dar o nosso melhor para conseguir ganhar ambos os jogos".

Questionada sobre o favoritismo da equipa das quinas, atirou: "Não olhamos para estes jogos como favoritas até porque os dois anteriores foram em casa e agora vamos jogar fora. Olhamos para o nosso progresso enquanto equipa e coletivo. Sem dúvida que queremos ganhar, mas não olhamos para o favoritismo que nos colocam e a pressão obviamente que existe mas é sempre boa. É uma pressão de fazer melhor, de poder continuar a construir um caminho e de podermos estar no Mundial como objetivamos.

Para finalizar, Faria, a jogadora mais titulada da história do Benfica, falou sobre o clube pelo qual continua a seguir. "O Benfica foi a minha casa durante sete anos e é um clube que adoro, com o qual tenho uma ligação especial para sempre. Fica sempre uma vontade de acompanhar e saber como é que estão. Acabo de ver a maior parte dos jogos em direto e espero que consigam agora atingir os dois objetivos que lhes faltam", rematou.

Na sessão matinal de trabalho da seleção feminina, Andreia Jacinto foi baixa - avaliada pelo departamento médico devido a um traumatismo que sofreu no tornozelo esquerdo na sexta-feira. O restante grupo de 24 jogadoras realizou o treino sem limitações.

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