Do andebol à Seleção Nacional em apenas três anos

Jassie representou a equipa das quinas de andebol e foi agora chamada por Francisco Neto

Jassie Vasconcelos atenta às indicações do selecionador Francisco Neto
• Foto: Pedro Catarino

A história no desporto de Jassie Vasconcelos é longa e... curiosa. A jovem atacante, de 23 anos, foi chamada por Francisco Neto pela primeira vez para a Seleção Nacional, uma estreia que acontece três anos depois de ter começado a jogar numa equipa do País de Gales.

"O meu pai era jogador de futebol [jogou no Salgueiros] e desde pequena que comecei a jogar. Vivia num bairro que tinha um campo e cresci lá a jogar com os rapazes e também com algumas raparigas. Os meus amigos mudaram para o andebol e eu no futsal jogava com os rapazes, mas chega a uma certa altura que já não se consegue jogar mais com eles. Fiquei muito triste, só jogava futebol no ringue, e esses meus amigos chamaram-me para jogar andebol", começou por contar Jassie Vasconcelos. A extremo direito rapidamente começou a jogar a modalidade e até chegou à Seleção Nacional.

"Gostei de jogar e depois do primeiro treino, o segundo... até que cheguei ao Maia Stars e consegui chegar à Seleção Nacional. Também estive no Alpendorada. Joguei mais de 6 anos de andebol", garantiu.

Mas em 2014 a vida desportiva de Jassie Vasconcelos iria mudar. Em 2014 a avançado partiu para o País de Gales, onde mora a sua mãe e começou a jogar... futebol.

"Mudei-me para o País de Gales, porque a minha mãe vive lá, já há muitos anos. Procurámos por equipas de andebol, mas lá não há. Então eu disse à minha mãe para me encontrar uma equipa de futebol. Na época passada tive toda a temporada no Cardiff Metropolitan e agora estou Cardiff City Ladies, que está na Liga Inglesa", contou.

Agora, e depois de ter sido internacional portuguesa no andebol, corre para conseguir a internacionalização no futebol. "Foi uma surpresa. É muito bom estar aqui. Ver qualidade destas jogadoras e fazer parte desta equipa. Também progredimos aqui e estou muito feliz de poder estar aqui. De estar mais em contacto com Portugal. Se vi o Europeu? Claro. Eu estava a lutar com elas. Não as conhecia, mas estava a lutar com elas. É um orgulho vê-las a jogar contra Inglaterra, França, aqui na Algarve Cup. Dá sempre aquela sensação de: 'Eu quero fazer parte daquela equipa. Eu quero ir para lá, eu quero evoluir'. É muito bom", assegurou.

Por André Ferreira
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Seleção Feminina

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.