Francisco Neto destaca: «A Jéssica, a Kika e a Carole são referências para as novas gerações»

Selecionador feminino realça a mudança de mentalidades, enaltece crescimento e aponta aos 6 pontos com a Letónia e a Finlândia

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Francisco Neto
Francisco Neto • Foto: André Sanano/FPF
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O crescimento do futebol feminino em Portugal é uma realidade e o Selecionador Nacional, Francisco Neto, reiterou esse facto na sua intervenção como orador do Festival ECO, ocasião onde destacou a ambição das Navegadoras tendo em vista a próxima janela de qualificação, com o foco nos 6 pontos frente à Estónia (dia 5, no Estoril) e Finlândia (a 9, em Tampere) de modo a manter vivo o objetivo de ir ao Mundial'2027.

"Estamos a crescer nitidamente. Ao longo dos últimos anos temos vindo a crescer no número de adeptos, no número de praticantes e na forma competitiva como as nossas equipas competem em contexto internacional. Isso é importante para nós. Sabemos que é um desporto que tem crescido muito nos últimos 10 anos e também sabemos que, por vezes, a velocidade não é tão grande como gostaríamos. Mas temos agora o nosso plano estratégico para voltar a dar um 'boost', que é aquilo de que precisamos neste momento. E quando não conseguimos correr, temos de caminhar; e quando não conseguimos caminhar, temos de gatinhar. É isso que temos vindo a fazer. Não podemos é nunca parar, e acho que o futebol feminino não tem parado. Vamos começar a correr outra vez", prometeu.

Ao lado de Ana Figueiredo, CEO do MEO, marca associada a todas as seleções nacionais da FPF (futebol, futsal e futebol de praia), Francisco Neto mostrou-se agradado com o reconhecimento crescente do futebol femino. "É algo que nos agrada imenso. Para nós, é importante a partilha de experiências e também que as pessoas percebam e desmistifiquem um pouco o que é uma liderança no feminino, bem como a importância e o crescimento daquilo que tem sido feito nesta modalidade. Por isso, é com grande prazer e grande honra que aqui estamos", referiu.

O treinador da seleção feminina destacou também o surgimento de referências na modalidade."O futebol feminino tem registado avanços importantes nas últimas décadas, sobretudo ao nível da representação e do reconhecimento social. Há 20 anos, as mulheres que jogavam futebol não tinham referências. Diziam que queriam ser o Figo ou o Baía e agora temos a Jéssica Silva, a Kika Nazareth e a Carole Costa a serem referências para as novas gerações”, vincou.

Questionado sobre as expetativas para os embates com a Letónia e a Finlândia, Francisco Neto mostrou-se confiante. "É uma janela internacional especial, fruto de ser no final da época, e isso acarreta sempre algo diferente a nível de organização. Temos jogadoras que já terminaram campeonatos, outras que estão em fim de campeonato e outras que ainda estão em celebração. Felizmente, conseguimos lidar com isso. Mas, acima de tudo, mantemos a mesma ambição de sempre: queremos conquistar 6 pontos, ficar em primeiro do nosso grupo, subir à Liga A e depois esperar pelo playoff para podermos concretizar aquilo que é o nosso grande desejo, que é estar em mais uma fase final do Mundial de 2027, no Brasil", afirmou.

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