Francisco Neto e a derrota frente à Finlândia: «O grande problema foi a nossa incapacidade»

Selecionador alertou para a falta de intensidade e capacidade de resposta das Navegadoras

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Francisco Neto instasifeito com a derrota frente à Finlândia
Francisco Neto instasifeito com a derrota frente à Finlândia • Foto: Hugo Monteiro
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A Seleção Nacional feminina garantiu esta terça-feira a subida à Liga A da Liga das Nações feminina. Contudo, a conquista vem com um sabor agridoce para Francisco Neto e as Navegadoras, que perderam (1-3) frente à Finlândia na última jornada. O selecionador apontou a falta de intensidade e de capacidade de resposta da equipa como as culpadas pelo resultado menos positivo. 

"Fomos inferiores à Finlândia, não conseguimos nunca nos encontrar. Raramente conseguimos ter bola como costumamos ter e não conseguimos ganhar os duelos. Não igualámos o nível de intensidade, o que torna as coisas mais difíceis, principalmente frente a uma equipa que tem jogadoras que jogam na Europa, nas ligas mais importantes e algumas que estão numa fase diferente da temporada. Chegámos muitas vezes atrasados aos nossos duelos e às nossas zonas de pressão, não foi um jogo muito competente da nossa parte nesse aspeto. É algo que nós sabemos que temos que melhorar. Acho que, acima de tudo, foi esse o grande problema, a nossa incapacidade para poder pressionar a Finlândia dentro daquilo que era a nossa organização", reconheceu após a partida, em declarações ao Canal 11. 

Contudo, o treinador não deixou de dar o devido mérito à equipa das quinas por cumprir mais um objetivo: "É o positivo desta qualificação. Os dois grandes objetivos foram cumpridos, voltar a subir para a Liga A, onde queremos muito estar e ter melhor posição no sorteio de dia 18. Não podemos olhar só para este jogo, temos que olhar para toda a qualificação onde, nos cinco jogos anteriores, fomos merecedores. E agora é fazer o nosso processo, 95% da equipa vai entrar em processo de férias e vão encontrar também os objetivos individuais, com algumas mudanças de clubes e por isso novos contextos. Nós cá estaremos em outubro para as receber e prepararmos o apuramento para o Campeonato do Mundo da melhor forma."

Francisco Neto apontou ainda a necessidade de incluir o VAR nestas competições no futebol feminino: "Já falei disto e não é pelo que se passou hoje [terça-feira], mas continuo a achar uma injustiça não haver VAR na qualificação para o Mundial. Sinceramente, se a UEFA realmente quer dar o passo em frente... E não sou só eu, todos os treinadores comentam isto, o futebol feminino merece. Não é desculpa, não era para levar por aí, mas acho que é importante realçar isso no final desta qualificação."

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