Francisco Neto: «Este vai ser o nosso ADN para sempre»

Seleção portuguesa feminina apurou-se para o segundo 'playoff' de qualificação para o Mundial'2023

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• Foto: Ricardo JR
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A seleção portuguesa feminina apurou-se esta quinta-feira para o segundo 'playoff' de qualificação para o Mundial'2023, ao vencer por 2-1 a Bélgica, em jogo do primeiro 'play-off' europeu, disputado em Vizela. Diana Silva adiantou Portugal, aos 28 minutos, mas Tessa Wullaert repôs a igualdade, aos 40, de penálti, antes de Fátima Pinto, aos 89, assinar o tento que deu o triunfo à equipa lusa.

"Portugal foi muito competente, a saber estrategicamente o que tinha de fazer. Reconhecemos os pontos fortes da Bélgica e conseguimos anulá-los. Procurámos também dominar o jogo com bola. Quando não fomos tão competentes na pressão, a Bélgica criou-nos alguns problemas. Mas quem viu este jogo percebe que o vencedor só poderia ter sido Portugal", considerou Francisco Neto.

"Depois de sofrermos o golo, o público 'puxou' por nós. Acreditou sempre. Foi fundamental. Tivemos um canto logo a seguir e estivemos sempre por cima do jogo. Tudo aconteceu de forma natural. Claro que a expulsão [da belga Amber Tysiak, aos 88 minutos] marca um bocadinho o jogo, mas o golo [do 2-1] surgiu logo a seguir. Não aconteceu por desorganização da Bélgica. Sou um privilegiado por liderar uma seleção com esta maturidade", continuou o selecionador nacional.

Só estava surpreendido com a seleção quem não a tem visto jogar. Este vai ser o nosso 'ADN' para sempre. Temos vindo a criar isto ao longo destes anos, em conjunto com os clubes: esta crença e esta qualidade individual das jogadoras, que nos favorece imenso. Vamos ser sempre competitivos. Não há quem ganhe sempre, mas queremos andar na 'onda' de quem ganha mais vezes.

A equipa das 'quinas' vai agora defrontar a Islândia, em jogo do segundo 'play-off' de apuramento, agendado para terça-feira, às 18:00, em Paços de Ferreira.

O próximo jogo [no segundo 'play-off'], com a Islândia, vai ter características muito diferentes. É uma equipa ainda mais física do que a Bélgica, que vai querer assumir mais o jogo e pressionar mais alto. Tem jogadoras em grandes clubes, capazes de resolverem um jogo, e a vantagem de não ter jogado hoje, mas temos algum tempo de recuperação até terça-feira".

 Fátima Pinto Feliz

"Este golo sabe muito bem, fico muito feliz por cá estar, por poder representar o meu país, por poder jogar. Este golo representa muito do que temos vindo a fazer nestes últimos anos, mas de nada serve se não conseguirmos vencer o próximo jogo. Sabíamos que iria ser um jogo difícil, decidido no pormenor. O jogo esteve em aberto até ao fim, e foi espetacular ganhar assim. Foi a 'cereja no topo do bolo'. Hoje, festejamos. A partir de amanhã [sexta-feira], vamo-nos concentrar na Islândia. Vamos trabalhar ao máximo para vencer o jogo. É no Mundial que queremos estar".

 

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