Francisco Neto: «Japão é um adversário à imagem do que pretendemos ser»
Selecionador dá corpo à ideia de crescimento para o particular a disputar amanhã em Guimarães
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A selecção nacional de futebol feminino defronta amanhã o Japão em jogo de preparação para a fase final do Campeonato do Mundo a disputar na Austrália e na Nova Zelândia, entre 20 de julho e 20 de agosto, e o seleccionador Francisco Neto não só salientou o nível de exigência superior que o compromisso a realizar em Guimarães representa para as jogadoras lusas, como confirmou que "o objetivo durante este período de preparação é dotar o grupo com as exigências técnicas, físicas e emocionais que a competição vai exigir".
"Aquilo que fizemos no playoff não é suficiente para corresponder a todos os requisitos de uma prova com a dimensão de um mundial. Teremos de ser melhores do que fomos até agora em todas as vertentes e é isso que vamos tentar aproveitar nestes jogos para conseguir preparar a equipa", salientou Francisco Neto, perentório a esclarecer que "o Japão é uma das referências no futebol feminino": "É uma equipa muito poderosa e com prestações muito dominadoras. O nosso grande desafio para este jogo de preparação é conseguir evitar a posse de bola que o Japão tanto gosta e também criar perigo. Tentar deixar o adversário intranquilo, porque o Japão tem um jogo posicional com bola muito diversificado. Mostra muitas opções por dentro, por fora, imensa variabilidade e jogadoras com elevada capacidade técnica que decidem quase sempre bem. É um adversário um pouco à imagem do que pretendemos ser, embora mediante outro estilo, porque utilizamos uma estrutura diferente".
Fasquia elevada que o selecionador defende ser a melhor solução para propiciar o tão ambicionado salto qualitativo que Portugal pretende dar durante a primeira participação na fase final de um Campeonato do Mundo.
"O que aí vem exige muita responsabilidade e pretendemos dar um passo em frente no que é o nosso nível. Acima de tudo temos de crescer e mostrar a capacidade de ter a posse da bola sob pressão, porque no mundial vamos encontrar equipas que estão acima de nós no ranking, logo estaremos muitas vezes sob pressão e é impossível estar 90 minutos só a defender, nem é isso o que nós queremos", confidenciou o treinador, reconhecendo que "a fase final do mundial é uma prova acima das exigência que Portugal enfrentou até agora": "Temos melhorado, mas para sermos competitivos frente a adversários de topo é obrigatório continuar a crescer e isso passa muito por ter bola e conseguir dominar os jogos em alguns momentos".