Francisco Neto não garante caras novas frente à Coreia do Sul: «É um processo que não é só estrear, é crescer»
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Francisco Neto fez esta segunda-feira a antevisão ao duelo de amanhã entre Portugal e Coreia do Sul, no Estoril, num jogo de preparação para a fase de apuramento para o Euro'2025. Apesar de o estágio ter contado com 30 jogadoras, o selecionador não garante mais estreias diante das asiáticas, depois de Nelly Rodrigues, Maria Alagoa e Beatriz Fonseca terem feito o primeiro jogo pela equipa das quinas frente à República Checa.
"Foi muito claro desde o primeiro dia para as jogadoras que isto é um processo que não é só estrear, é crescer. O grande objetivo do estágio era o processo de treino, ter o treino para as fazer crescer e perceber as mais-valias delas neste contexto e neste nível, e o jogo será a consequência daquilo que foi o trabalho no treino e a estratégia que o jogo for pedindo. Acima de tudo, temos de prepará-las e, em função do que for a estratégia e a história do jogo, iremos tomar as nossas decisões. Se não se estrearem, têm de continuar a trabalhar para cá virem outra vez e nós a ajudá-las a continuar a crescer para se estrearem", explicou o técnico.
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Sobre a Coreia do Sul, espera uma partida desafiante contra uma seleção... estimulante. "É uma equipa de Campeonato do Mundo, com muita frequência nesses patamares, têm uma liga com muitas jogadoras competitivas e experientes a jogarem fora, caso da número 10 [Ji], que jogou durante muitos anos com a Ana Borges no Chelsea. Têm muita qualidade individual e técnica, mas acima de tudo muita qualidade posicional. A jogadora sul-coreana com bola decide bem e tem uma ideia coletiva muito bem afinada", assinalou, realçando que Portugal, por sua vez, terá de melhorar ainda mais no "ataque ao último terço" e no "equilíbrio defensivo".
"Tem sido esse o estímulo competitivo que temos proposto. Sentimos que esta equipa gosta desse tipo de estímulos e para chegarmos ao topo do Mundo, temos de jogar com as equipas habituadas a estar no topo do Mundo. As nossas jogadoras, mais do que aquilo que lhe possamos transmitir, têm de sentir e não há nada como sentir as coisas. Tendo a oportunidade de jogar com as melhores do Mundo, com as equipas que andam nesse patamar e têm esses registos incríveis, é sempre um prazer e sabemos que isso é importante para depois, quando chegarmos aos jogos, que dão o acesso às fases finais, estarmos mais preparados", frisou.
Balanço positivo do estágio
De resto, considera o estágio de duas semanas e com 30 jogadoras bastante positivo. Uma ideia nova que, segundo revelou na passada terça-feira, surgiu de uma conversa que teve com... Roberto Martínez, homólogo da Seleção Nacional masculina. "O nosso grande objetivo é potenciar jogadoras e protegê-las. Nesse sentido, o que achamos é que o estágio foi muito bem conseguido e é essa a grande mensagem que vou passar ao míster Roberto", garantiu.
"Já nos cruzámos entretanto, ele veio logo perguntar-me como estava a correr e quais eram as sensações. O que sentimos é que tem sido bastante positivo porque abrimos um leque muito mais alargado. Normalmente temos duas ou três jogadoras novas, agora foi um leque maior e permitiu-nos também trabalhar mais tempo e estar muito focados em algumas jogadoras que mesmo estando aqui connosco, têm tido menos minutos. A decisão foi também para as proteger para que tivessem boas condições para regressar aos clubes", atirou.