Francisco Neto pede identidade frente à Finlândia: «Temos de ser nós próprios e controlar o jogo»
Treinador da Seleção feminina mantém o foco no objetivo de subir à Liga A
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A Seleção Nacional feminina enfrenta esta terça-feira a Finlândia na última jornada da Liga das Nações feminina, procurando defender a liderança do grupo B3 e, dessa forma, garantir a subida à Liga A. O selecionador Francisco Neto reconhece a qualidade da equipa adversária e as dificuldades que podem criar às Navegadoras, mas mantém o foco na desejada vitória.
"Queremos terminar a fase de grupos com uma vitória. O nosso objetivo é continuar esta sequência de triunfos e chegar ao playoff de outubro/novembro em boas condições para lutar pelo apuramento para o Mundial. Vamos defrontar uma equipa muito bem organizada, de nível de Campeonato da Europa, que pode criar dificuldades. No nosso grupo, a Finlândia é a equipa mais próxima de nós no ranking. Naturalmente, olhando para a tabela, Portugal parte com algum conforto, mas isso não muda nada: sabemos que temos de ser competitivos durante 90 minutos", afirmou, em declarações ao Canal 11.
Mesmo com a vantagem a recair do lado da turma portuguesa, com as finlandesas a precisar de vencer por três ou mais golos para garantir a promoção, o treinador de 44 anos não toma a vitória por garantida, realçando a importância de manter a identidade da equipa: "Acredito que a Finlândia vai entrar forte e o jogo vai depender muito da nossa capacidade de resposta e de adaptação. Pode ser um jogo equilibrado, com oportunidades para os dois lados. Temos de saber aproveitar as nossas e não permitir as delas. Mas o mais importante é mantermos a nossa identidade. Independentemente do adversário ou das circunstâncias, temos de ser nós próprios, procurar ter bola, controlar o jogo e impor o nosso estilo."
Em relação ao palco do encontro, que vai decorrer pelas 18 horas (de Portugal continental) no Estádio Tammelan, em Tampere, Francisco Neto reconhece as dificuldades que o relvado sintético pode criar à equipa das quinas, mas rejeita desculpas. "As condições do relvado podem influenciar o jogo. Se estiver mais seco pode ficar mais lento, se estiver com mais água pode ficar mais rápido. Mas isso não pode ser desculpa. Temos de nos adaptar rapidamente e perceber como jogar em cada cenário", concluiu.