Francisco Neto: «Provar que apuramento não foi um mero acaso»

Selecionador nacional revela o principal objetivo de uma equipa que sonha... com os pés na terra

• Foto: Miguel Barreira

11 de julho de 2016. Há precisamente um ano, Portugal acordava em festa depois do mais glorioso capítulo da história do nosso futebol. Hoje, essa conquista do título em França serve de exemplo e motivação para a Seleção feminina, que prepara a estreia numa fase final de um Europeu.

"No início pouca gente acreditaria que seria possível estarmos no Campeonato da Europa, mas internamente foi algo a que nos propusemos. Fomos conquistando o nosso espaço, somando pontos, e conseguimos", recorda o selecionador Francisco Neto, lembrando que "há sempre um processo de crescimento e aprendizagem neste tipo de competições".

Essa crença foi, de resto, o grande trunfo de um grupo que, para além de querer "honrar o país", encara esta primeira presença na prova como uma excelente oportunidade para reforçar o estatuto do futebol feminino em Portugal. "Todas as jogadoras estão felizes de estar aqui. Para já, ainda não sentem ansiedade, mas sim vontade de trabalhar e de crescer. Queremos provar que o apuramento não foi um mero acaso . Em cada treino há um maior entrosamento, empenho e ambição", assegura o técnico.

Na Holanda, Portugal terá vida complicada... a começar pelo primeiro adversário: a Espanha. "É difícil fazer uma comparação entre a Espanha e a Inglaterra. São dois padrões de jogo completamente distintos, com muita qualidade coletiva e individual. Levam uma preparação diferente porque têm outra experiência, mas nós vamos fazer tudo para, pelo menos, lhes criar problemas", promete o selecionador, lembrando que a Escócia "também é um adversário a ter em conta".

União do grupo salta à vista

A poucos dias da partida para a Holanda, o grupo das 23 atletas que vão representar Portugal em mais um momento ímpar da história do nosso futebol respira confiança e boa disposição. Quem observa uma sessão de trabalho da equipa das quinas percebe desde logo a crescente coesão que existe, não só dentro de campo como, sobretudo, nos momentos que antecedem o arranque dos trabalhos, onde os tradicionais jogos de futevólei têm sempre presença garantida.

A sessão de trabalho desta segunda-feira na Cidade do Futebol não foi exceção. Sorrisos nos lábios, várias brincadeiras e uma vontade enorme de vencer... mesmo a brincar. Em dois campos, as 21 jogadoras – Francisco Neto teve duas baixas – mostraram os seus dotes técnicos e aqueceram antes do toque a reunir. E que bem deve ter sabido, já que o vento era... bem fresco.

Cláudia e Carole foram poupadas

Para além do trabalho técnico-tático, ao longo desta preparação, que conta já duas semanas, Francisco Neto tem sido ‘obrigado’ a gerir cuidadosamente o esforço das atletas, já que nem todas chegaram ao estágio no mesmo patamar de forma física. Esta segunda-feira à tarde, por exemplo, o selecionador não pôde contar com Cláudia Neto e Carole Costa, que acompanharam a sessão de trabalho a partir do banco. As duas jogadoras apresentaram uma sobrecarga muscular que, no entanto, não é preocupante.

Por Fábio Aguiar
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