Francisco Neto: «Queríamos perceber quão competitivos podemos ser»

"As jogadoras são extremamente inteligentes e reconhecem o que nós queremos. Elas trabalham muito bem nos clubes e conseguimos facilmente passar-lhes as ideias nos treinos"

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• Foto: José Gageiro/Movephoto
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Francisco Neto, selecionador de Portugal, analisou o empate no jogo particular (1-1) ante o País deGales que serve de preparação para o Mundial feminino.

"Em 25 jogadoras convocadas, conseguimos colocar 24 a jogar, e ter dois onzes completamente diferentes é sinal de saúde, de muitas opções, de competitividade. Essa era a grande ideia para este estágio. Queríamos perceber quão competitivos podemos ser, com tantas jogadoras a jogar e a ter tantos minutos. Este foi um estágio muito proveitoso. Como equipa técnica, vamos ter tempo para refletir. Poderíamos ter feito melhor em alguns momentos dos dois jogos, mas isso faz parte do crescimento. Este é o mundial para dar o passo em frente", referiu o técnico.

Definir a convocatória para o mundial

"Vai ser um momento difícil. As nossas sub-17 lutaram pelo apuramento para o campeonato da Europa até ao último jogo e as sub-19 também lutaram. A seleção AA está cada vez mais competitiva, o que faz com que eu tenha um leque de opções cada vez maior. Isso, para mim, é uma felicidade, mas também me vai trazer algumas noites sem dormir. Esse processo vai requerer muita proximidade, muito acompanhamento, muitos quilómetros."

Afluência de público

"Hoje tivemos dois recordes de público, [11.055 espetadores no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães] e 2.700 pessoas em Amarante para um jogo da formação [Portugal -- França em sub-19 femininos]. Agradecemos a todas as pessoas que nos acompanham. As jogadoras atraem as pessoas. Mesmo não jogando sempre bem, a entrega e o querer fazem com que as pessoas venham."

Resposta do grupo

"As jogadoras são extremamente inteligentes e reconhecem o que nós queremos. Elas trabalham muito bem nos clubes e conseguimos facilmente passar-lhes as ideias nos treinos. No mundial, teremos estruturas alternativas ao nosso sistema em losango. Estou muito feliz pelas duas jogadoras: a Tatiana [Pinto] está há menos tempo na seleção A. A Jéssica já deveria ter as 100 internacionalizações há mais tempo, mas não foi possível. Não estão totalmente contentes, porque queriam ter ganhado. Esta é uma equipa ambiciosa."

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