Patrícia Morais defende o sonho

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• Foto: Vítor Chi
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A bola acompanha Patrícia Morais desde pequena, mas só aos 16 anos descobriu, quase por acaso, que era na baliza que se sentia melhor depois de sempre ter jogado a ponta-de-lança. Víctor Valdés e Van der Sar foram as inspirações, até encontrar em Rui Patrício, homólogo no Sporting e na Seleção masculina, um ‘modelo’.

Aos 25 anos, foi uma das ‘culpadas’ pela boa prestação no Europeu e agora sonha com a estreia no Mundial, num momento em que o futebol feminino português subiu a um patamar que não esperava.

"Quando deixei as sub-19 chorei muito, nunca esperei chegar até aqui. Não me considero titular, todas as atletas que aqui estão têm qualidade. Tenho sido opção, mas não significa que continue a ser", começou por dizer a Record, após o segundo treino de preparação para a estreia no apuramento, dia 24, frente à Bélgica. "Temos um longo caminho a percorrer, trabalhando sempre arduamente para chegarmos em forma e podermos ganhar frente a uma Bélgica muito forte. Jogando à Portugal, e sempre com respeito pelo nosso adversário, tudo é possível", referiu, acrescentando que "o grupo é muito competitivo" e "o importante é pontuar" na estreia.

Patrícia Morais admite que há um maior foco sobre a Seleção, mas salienta que a responsabilidade não mudou. "Há sempre pressão. Estamos num patamar elevado e queremos estar ao mais alto nível. O Europeu já passou, temos um novo objetivo", rematou.

Jéssica homenageada

A avançada Jéssica Silva recebeu ontem o prémio relacionado com o melhor onze da época passada. "Foi muito especial, sobretudo por terem sido as minhas colegas a votar", referiu.

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