_
João Félix falou esta segunda-feira aos jornalistas com vista ao jogo particular da Seleção Nacional com os Estados Unidos. O avançado do Al Nassr, titular no jogo com o México (0-0), perspetivou o próximo teste da equipa de Roberto Martínez e abordou vários temas, desde a importância deste estágio e dos dois jogos para preparar a fase final do Mundial'2026 à experiência que está a ter na Arábia Saudita ao serviço do Al Nassr com Cristiano Ronaldo e comandado por Jorge Jesus.
Jogo com o México
“Foi amigável. Uma situação diferente daquela a que estamos habituados. Claro que não é desculpa, mas é diferente. Tínhamos estados juntos em novembro, já são alguns meses. O míster optou por escolher duas equipas e muita malta que não jogavam junta, as ideias não estavam bem assentes. Não fizemos um jogo mau, foi competitivo. O México tem uma boa seleção, mas não fizemos um jogo assim tão mau. Tivemos as nossas ocasiões, eles tiveram uma. Há que melhorar, olhar o que fizemos, vamos analisar isso e melhorar o que pudermos”.
Houve mensagem de Ronaldo?
”Não, só mesmo um post nas redes sociais. Ma sabemos que, estando ou não, mandando ou não mensagem, está sempre connosco e com Portugal. Ele vive isto mais do que ninguém”.
Mais preparados para marcar aos EUA?
”Há dias em que criamos muito e não fazemos, outros criamos só uma e fazemos. Na Arábia, uma equipa que jogou contra nós, na primeira parte não rematou e fez um golo. Foi um dia atípico, acho que no próximo jogo vai voltar tudo a normalizar”.
Pressão de alguns jogadores pela lista final?
”A malta está toda tranquila. Costumo dizer que é fácil entrar neste grupo, toda a gente recebe bem, seja os estreantes ou os que vêm poucas vezes. Não senti nervosismo. Se estivermos tranquilos as coisas correm melhor. Sinto que estão tranquilos, a fazer o seu papel e a dar o melhor que podem para conquistar espaço e poder ir ao Mundial. Vejo-os bastante tranquilos”.
Sente menos pressão na Arábia?
”Cada um põe a pressão que quer em si mesmo. Tenho tido regularidade e minutos, estou a jogar na minha posição - foi nela que me destaquei no Benfica - e num sistema que me favorece bastante. Confio plenamente em mim principalmente a jogar na minha posição. Partindo daí as coisas mais tarde ou mais cedo acabam por correr bem”.
Como se sente um jogador praticamente certo no Mundial? Lesões assustam?
“É sempre tema chato. O melhor é nem pensar, falar ou imaginar, sobretudo nestes momentos antes de grandes competições de 4 em 4 anos. Há que preparar da melhor maneira, fazer trabalho individual de prevenção e não pensar nisso. Deus queira que não aconteça a ninguém, mas ninguém está ou quer pensar nisso”.
Experiência na Arábia com Ronaldo e Jorge Jesus
“Com o Cristiano já tinha trabalhado aqui bastantes vezes na Seleção e é igual, sempre muito profissional. Do míster Jorge Jesus já tinha ouvido inúmeras histórias sobre ele. É um treinador diferente, um grande treinador e uma excelente pessoa também. Tenho aprendido muito com ele, tem-me ajudado bastante e só tenho a agradecer-lhe. Jogar na Arábia é diferente. Dizer que é uma liga mais ou menos competitiva depende das ligas que comparamos. Tirando ali três ou quatro equipas do fundo da tabela, com as quais sabemos que a vitória está quase garantida, os outros jogos são equilibrados. Faltam oito jornadas para acabar o campeonato e há quatro equipas a lutar pelo título. Há que estar atento a cada jogo”.
Realidade próxima do que será o Mundial?
”Próxima, não. Vai ser a realidade. Ainda faltam uns meses, mas é bom vir aqui, ambientar um pouco e conhecer onde vamos passar um mês ou mais. É uma boa ideia termos vindo para cá".
Seleção dos EUA com pressão?
“Acho que os adeptos aqui não vivem muito o futebol. Vêm de uma derrota [2-5 com a Bélgica] e jogam em casa. Vamos fazer a análise ao jogo a seguir ao almoço. É uma equipa com bons jogadores que jogam em granes equipas da Europa. Coletivamente, sinceramente, acho que nunca vi um jogo deles. Temos de estar precavidos, é uma seleção que tem os seus perigos e há que estar atentos”.
Treinador argentino, Pochettino, é melhor ou pior?
”Há bons e maus treinadores argentinos. Tem experiência no futebol europeu, conhecimentos. Em jogo jogado, se calhar, não é dos melhores do mundo, mas tem virtudes e maneiras de encarar o jogo que nos podem criar problemas".
Como encararam as críticas dos adeptos mexicanos?
”A nossa opinião de dentro, jogadores, equipa técnica e staff, é que importa. Seja falado no México, na China ou em Portugal, pouco nos importa ou afeta. Estamos focados em corrigir e melhorar de jogo para jogo”.