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As declarações do selecionador nacional Roberto Martínez depois da vitória de Portugal sobre a Nigéria, por 2-1, no último jogo de preparação antes do arranque do Mundial'2026.
"Foi um particular com muito significado, jogar contra uma equipa africana. Estamos muito habituados a isso e será muito semelhante à RD Congo. Jogadores atacantes muito fortes, que utilizam os duelos muito bem. É importante ganhar e melhorar. Na 1.ª parte tivemos grandes oportunidades, e a Nigéria também acabou por ter algumas com o espaço dado por nós. A RD Congo também faz isso. Depois fizemos substituições e acrescentámos nível. A Nigéria não tem um remate enquadrado na 2.ª parte. Controlámos o jogo e estou muito satisfeito. Utilizámos 26 jogadores em dois jogos e estão todos prontos para o Mundial. Acho que foi um jogo muito bom para nós. A ideia não é ganhar 5-0, não é fazer um jogo brilhante, é ter um adversário difícil e contra o qual pudéssemos testar alguns aspetos", começou por referir, em declarações à RTP.
Cristiano Ronaldo foi o último a sair... "O plano que tínhamos para o Cristiano, com a informação que temos, era jogar 45 ou 60 minutos. O Nuno Mendes também tinha um plano individual de 30 minutos, o Gonçalo Ramos também, o Vitinha e o João Neves de 45. O importante é trabalhar o aspeto individual, mas ter uma equipa que consegue terminar o jogo mais forte do que começou. E isso mostra o trabalho bem feito, o foco, a clareza na execução dos conceitos. Estamos muito mais bem preparados".
Tem alguma dúvida em relação ao onze que vai jogar frente à RD Congo? "Não tenho onze ainda. Temos muita clareza no que queremos. Há muitos jogadores a um bom nível e que podem fazer a mesma função e trabalho no relvado. O onze é consequência do trabalho até ao último dia e trabalhámos assim nos últimos três anos e meio. Tenho essa experiência e isso ajuda muito. A Seleção não trabalha com um onze, mas sim com jogadores que lutam para lá estar".
Ao Canal 11:
Que conclusões tira destes dois jogos?
"Muito satisfeito. Notas positivas pela atitude, pelo trabalho e pela oportunidade de trabalhar com 26 jogadores que tiveram minutos. Contente pela atitude de tentar executar os conceitos que trabalhámos. Jogar com adversários que têm significado, não com adversários que já conhecemos bem. Podemos perceber que, hoje, as equipas africanas estão muito bem preparadas, têm uma cultura diferente do futebol europeu. Gostam de arriscar, gostam de duelos, de pressão alta... Este bloco médio [da Nigéria] foi um bom teste para nós, para tirarmos muitas conclusões para o jogo com a RD Congo, que têm jogadores semelhantes, com muita capacidade física. Acho que este foi o adversário perfeito. Melhorámos na 2.ª parte e é incrível que a equipa fique ainda mais fluida após nove substituições, que tenha mais clareza. Como selecionador, fico muito contente porque, individualmente, todos - desde o Matheus Nunes, que não estava apto para o primeiro jogo e já consegue ter minutos, até aos jogadores do PSG - tiveram planos individuais muito bem executados. E isso faz com que o bloco de preparação tenha sido perfeito".
Este jogo ajuda-o a definir um onze base para o Mundial?
"Não é o foco. Precisamos de utilizar o talento que temos e as diferentes valências que temos no balneário para os três jogos da fase de grupos. Agora temos jogadores mais preparados e é o momento para mostrarem o seu momento de forma. No dia antes do jogo com a RD Congo teremos o onze desenhado. Mas relembrar que os cinco jogadores que podem entrar são tão importantes como os que jogam no onze".
A equipa está no ponto em que queria neste momento?
"Está. Precisamos de jogos particulares porque não há um treino que seja tão real como um jogo. Mas claro que há o risco de lesões. Fizemos dois jogos, não houve lesões, todos os jogadores tiveram minutos. Foi fantástico poder estar com os os nossos adeptos, este último jogo teve uma energia especial. Acho que estamos preparados em todos os aspetos para levarmos o orgulho e os sonhos dos nossos portugueses".
À Sport TV:
"Foi um teste fantástico porque o adversário é exigente, de uma cultura diferente. Normalmente jogamos com equipas africanas e acho que hoje tivemos um adversário com jogadores muito capazes individualmente, muito físicos, e que não precisam de muitas combinações para chegarem à área. E a RD Congo também faz isso. Foi um jogo difícil. Criámos oportunidades, melhorámos na 2.ª parte, e isso é um sinal muito importante para mim. Conheço muito bem o espaço das seleções e fazer nove substituições e poder continuar com a mesma ideia, acrescentando ritmo e nível de controlo de jogo... A Nigéria fez um bom jogo de ataque na 1.ª parte, mas na 2.ª não tem um remate à baliza. E o nosso jogo teve intensidade sem bola. Ganhar ajuda sempre, mas ter uma equipa preparada, 26 jogadores com minutos...".
Deixar Cristiano Ronaldo ao intervalo fazia parte do plano?
"Sim, o Diogo Costa tinha um plano para 90 minutos, e o Cristiano para 45/60 minutos. Foi o que fizemos. A ideia do Nuno Mendes e do Gonçalo Ramos terem os 30 minutos, Vitinha e João Neves com 45... E foi bom para o Matheus Nunes, que não estava apto no primeiro jogo e conseguiu entrar neste segundo. O Gonçalo Guedes já teve um bom período de treino e os 45 minutos contra o Chile foram muito bons, fico muito satisfeito com a participação de todos. Atitude, foco".
Na antevisão, disse que a ideia era melhorar a equipa individual e coletivamente. O que sentiu que melhorou muito e o que ainda falta trabalhar?
"Trabalhámos ideias diferentes. Agora estamos mais completos naquilo que precisamos para os três jogos [da fase de grupos]. Estamos mais preparados para defrontar RD Congo, Uzbequistão e Colômbia. E depois, a nível individual, o começo da época não é o fim da época para os nossos jogadores. Tiveram um bom período de descanso, a ativação foi muito boa. Outros tiveram um período mais curto, mas com o jogo de hoje ficam todos preparados para o bloco de preparação nos Estados Unidos".
A Seleção está pronta?
"Está, está".