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Roberto Martínez fala num duelo "taticamente exigente" e lembra: «Passaram-se cinco meses desde o último jogo...»

Roberto Martínez reage junto ao banco de Portugal
• Foto: Lusa/EPA

Roberto Martínez ficou satisfeito com o que viu dos jogadores portugueses frente ao México (0-0). No final da partida, o selecionador nacional falou num encontro "taticamente exigente" e sublinhou que, nesta altura, era importante perceber se a Seleção conseguiria manter a identidade mesmo com sete substituições ao intervalo. Além disso, Martínez voltou a deixar elogios a Paulinho e admitiu que, nos primeiros 20 minutos, a exibição deixou a desejar, muito por conta do facto de o último encontro ter sido... em novembro.

"Acho que foi um jogo taticamente exigente para as duas equipas. Para nós, do nosso ponto de vista, é muito interessante ver se uma equipa que faz sete substituições ao intervalo consegue continuar com a mesma ideia. E isso é o que me deixa mais satisfeito. Temos seis jogadores que não estão cá, mas outros 17 que puderam mostrar aquilo que queremos. E isso deixa-me muito feliz", começou por analisar, em declarações à imprensa mexicana.

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O que significa para si jogar no Estádio Azteca? E o que significa o Vitinha para a sua equipa?

"Primeiro, agradecer ao povo mexicano pela fantástica receção que nos proporcionou. Foram dias fantásticos, não só de convívios. De Portugal agradecemos esse apoio e carinho. O Vitinha é um jogador de um nível excelente. Sabe ter bola, defender o jogo com bola, levar o jogo para onde precisamos. E hoje queríamos perceber se conseguíamos ver Portugal a controlar o jogo sem Vitinha. E fiquei muito satisfeito. Mas sim, é verdade que é uma referência para nós".

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Nos primeiros 45 minutos ficou surpreendido com a maneira como o México abordou o jogo contra uma potência mundial?

"Não. Respeitamos muito e damos muito mérito ao que o mister Aguirre fez com a seleção. Estão sempre muito bem organizados, são muito competitivos, é uma seleção que joga como um clube. Demorámos 20 minutos a encontrar as nossas linhas de passe, os nossos espaços, mas é isso que acontece normalmente. Passaram cinco meses desde novembro, desde o último jogo... Mas acredito que foi um jogo muito competitivo, muito bom taticamente. Talvez não tão bom para os adeptos porque não houve golos, mas taticamente vamos tirar muitas conclusões".

Como viu a entrada do Paulinho, a receção dos adeptos?

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"Não me surpreendeu aquilo que pode dar à Seleção, surpreendeu-me a rapidez com que entendeu o grupo. Entrou muito bem no balneário. É um jogador que ficaria bem em qualquer seleção do mundo. O problema é que, aqui, tem à sua frente aquele que é talvez o melhor jogador de todos os tempos de Portugal, o Cristiano Ronaldo, e um jogador como o Gonçalo Ramos, que ganhou a Liga dos Campeões. Foi muito bom trabalhar com ele e hoje mostrou que está no melhor momento da carreira. É um jogador muito inteligente, que abre espaços com os seus últimos movimentos, e é muito bom para nós ter um jogador como ele".

Acredita que hoje Portugal poderia ter apostado mais nos remates de longe?

"Parece que não há liberdade para o jogador gastar um crédito a tentar esse 'disparo' porque parece que há sempre uma melhor opção. Temos de trabalhar melhor nisso e um dia respondo de outra maneira".

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Por André Santos
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