Coentrão quer voltar a brilhar no palco da estreia pela Seleção
Em 25 encontros oficiais pela formação nacional, lateral só sentiu o sabor da derrota por três ocasiões...
Fábio Coentrão tem sido um dos nomes do momento. O jogador das Caxinas, dono do lado esquerdo da defesa portuguesa desde o Mundial de 2010, continua a recuperar de uma entorse no tornozelo esquerdo e é a grande dúvida do onze nacional para o jogo da primeira mão da Playoff frente à Suécia, disputado na Luz, o estádio em que mais vezes foi aplaudido. Há quatro anos, Coentrão somou os primeiros minutos como internacional A, precisamente no Playoff para o Campeonato do Mundo.
Quando há quatro anos Carlos Queiroz convocou Fábio Coentrão pela primeira vez para Seleção Nacional, o então jogador do Benfica ainda não se sentia como um verdadeiro lateral esquerdo. “Tenho cumprido como defesa esquerdo no Benfica, mas jogo onde quiserem”, disse o então jovem de 21 anos, ansioso por fazer a estreia pela principal equipa das quinas.
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Queiroz não arriscou
Apesar do coro de opiniões a defender a titularidade de Coentrão no lado esquerdo da defensiva nacional, Carlos Queiroz não cedeu e não deu honras de onze inicial à estreia do jovem das Caxinas. Antunes foi o lateral esquerdo tanto na Luz como em Sarajevo, com Coentrão a participar apenas na primeira mão, durante 21 minutos e… no lado direito do meio campo.
Queiroz ficou contente com os curtos minutos jogados pelo estreante, mas o jogo deixou desde logo claro que Coentrão seria mais eficaz do lado esquerdo, onde havia sido aposta de Jorge Jesus durante os primeiros meses de um Benfica que acabaria por se sagrar campeão nacional.
Estrela no Mundial
Meio ano depois da estreia na Seleção Nacional e na ressaca da melhor época da carreira, Fábio Coentrão entrou para o Mundial da África do Sul com estatuto de titular indiscutível e foi dono e senhor da posição de lateral esquerdo durante toda a prova.
Jogo a jogo, Fábio foi impondo a garra e velocidade do seu futebol, impressionando um pouco por todo o Mundo e aguçando a cobiça de alguns dos principais emblemas europeus, que passaram a ver o português como potencial reforço para a época seguinte.
Coentrão foi, de resto, um dos poucos jogadores portugueses a sair valorizado de um Mundial em que a Seleção Nacional apresentou um futebol cinzento, demasiado lento e defensivo e com Cristiano Ronaldo a apresentar-se muito longe do nível habitual.
Espanha, Alemanha e Rússia únicas carrascas
A presença de Fábio Coentrão no onze titular tem sido quase sempre significado de bons resultados para a Seleção Nacional, especialmente no que toca a encontros oficiais. A estreia no Playoff frente à Bósnia, a 14 de novembro de 2009, em que Portugal venceu por 1-0, deu o mote para aquilo que tem sido o histórico do lateral na equipa das quinas.
Em 25 encontros, a Seleção Nacional só sentiu o sabor da derrota por três vezes com Coentrão em campo: contra Espanha, nos oitavos-de-final do Mundial de 2010 (0-1); diante da Alemanha, na fase de grupos do Europeu de 2012 (0-1) e frente à Rússia, na fase de qualificação para o Mundial de 2014 (0-1).