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Capitão da Seleção Nacional não fugiu aos temas quentes que marcam a atualidade no futebol
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Portugal continua esta quarta-feira a preparar o duelo de sexta-feira com a Eslováquia, de apuramento para o Euro'2024, com novo treino na Cidade do Futebol, em Oeiras, o último em solo luso antes da partida para Bratislava. Antes da sessão de trabalho, Cristiano Ronaldo fala aos jornalistas.
Perto do Euro'2024: "Queremos muito ganhar estes dois jogos. Se ganharmos estamos praticamente apurados. Dois bons jogos, sabemos que é um jogo difícil, principalmente este com a Eslováquia. Jogos fora normalmente são mais complicados. A equipa está bem. Não perdemos, estamos confiantes. O que vamos tentar é ganhar e depois em casa ganhar ao Luxemburgo. Se ganharmos estamos praticamente qualificados"
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O que o move aos 38 anos... e meio? 'Ódio' Ronaldo e Messi, a importância da rivalidade: "É um marco histórico. Para mim foi um orgulho o os números que alcancei. Mas quero mais, enquanto jogar a fasquia tem de ser cá em cima, pensar grande. Agradeço a quem me ajudou, nos clubes e seleções. Ódio? Não vejo as coisas assim, a rivalidade já foi. Era boa, os espectadores gostavam. Quem gosta do Cristiano Ronaldo não tem de odiar o Messi. São os dois muito bom, mudaram a história do futebol. Somos respeitados em todo o mundo, é o mais importante. Ele faz o seu caminho, eu o meu. Ele tem feito bem, pelo que tenho visto. É continuar, o legado continua, a a rivalidade não vejo assim. Até já disse, partilhamos o palco 15 anos e acabamos por ser, não digo amigos, mas somos colegas de profissão e respeitamos mutuamente"
Futebol mundial e a Arábia Saudita: "É normal criticar, qual é a liga que não é criticada? Onde não há problemas e controvérsia? Há em todo o lado. Espanha, Portugal... Já sabia, continuo a dizer, toda a gente pensava que era maluquinho, o maluquinho não é tão maluquinho... Já é normal jogar na liga árabe. Como jogador do Al Nassr, sabia que isto ia acontecer, é um privilégio mudar uma cultura de um país e futebol, ter grandes craques e deixa-me orgulhoso. Fui o pioneiro e sinto-me orgulhoso por isso. O que mais quero é continua a evoluir sempre, para que seja de topo"
Seleção melhor agora do que em 2003? "Nem melhor nem pior, é uma fase diferente. Quando há uma mudança, respira-se de forma diferente não deixando de lado o trabalho que foi feito nos últimos anos. Desde 2003 houve momentos bons, fases finais, campeonatos do mundo e europeus, Liga das Nações, foram fases normais que as seleções passam. Este momento tem sido muito bom, na minha opinião. Nos treinos respira-se de forma diferente, treinos e jogos, ganhamos todos. Estamos felizes por isso, eu principalmente estou feliz, tudo tem corrido bem, tenho marcado. Quero continuar, sinto-me bem, útil. A marca dos 20 anos deixa-me orgulhoso, porque demonstra longevidade, é difícil, mas tenho demonstrado que é possível"
Último jogo com a Eslováquia e golo. Chegar aos 900 pela Seleção? "Acho que foi de livre que marquei... 850 foram feitos agora, 860, 870... Devagarinho, não ir com muita sede ao pote. Enquanto jogar, a minha meta é sempre ver em frente e alcançar os objetivos da seleção e do clube, mas também os meus, desfrutar, a vida é dinâmica. O amanhã é incerto. O momento é bom aqui e no clube, é continuar".
Chamadas de Cancelo e Félix à Seleção: "Vou ser claro. Estou há 20 anos aqui e não houve uma convocatória em que não tivesse havido controvérsia. Vai acontecer sempre, não é com Martínez ou Fernando Santos, será sempre igual. O que mais peço é que independentemente de quem está, quem vier em boa forma ou menos rodado, é apoiar as decisões do treinador. Jogamos pelo país e seleção, temos de pensar no objetivo de qualificar e apoiar as decisões do seleiconador que ele tem de tomar, vai haver sempre controvérsia, importante é ganhar e apoiar as decisões do mister"
12 golos no Al Nassr... chegar aos 17 ou mais: "Não estaria mal. Acho que habituei a malta a um número tão alto, que 10, 15, 17 é pouco. É aquilo que habituei, a fasquia que meto sempre, o que mais quero é seguir. Sinto-me bem, tenho feito bom trabalho, boa pré-temporada, na seleção também. Acho que este ano vou fazer mais do que os 17. Tenho essa confiança, porque comecei bastante bem. A pré-temproada foi chave, nunca tinha feito uma tão boa. Aguentar o mais possível durante a época. Há sempre quebra, espero que isso aconteça de forma natural. Que esteja sempre lá quando precisarem de mim. É continuar esta dinâmica positiva"
Ficar para lá para o Mundial?
"Vou ser muito sincero. Hoje em dia, nos últimos dois anos, penso de forma diferente. Aconteceram cosia que me dizeram pensar que a vida tem de ser o momento. Já não consigo pensar a longo prazo. Tudo pode acontecer, há qualquer coisa e muda tudo. Desfrutar do momento, é bom. Ambicionar ir ao Europeu e fazer excelente Europeu. E tudo o resto veremos. A vida é dinâmica e não se sabe o que pode acontecer. É 'Enjoy the Moment'".
Polémicas no futebol português: "Não me surpreende sinceramente. Polémica há em todos campeonatos, mas em Portugal tem havido muita polémica. É mau. E as pessoas minimamente inteligentes sabem disso. Mas cada um puxa a brasa à sua sardinha. Está como tem de estar, não me surpreende. É uma fase menos boa, mas que espero que seja retificada. Há pouco abri um jornal para ver o qeu rolava e as primeiras três notícias eram fora do futebol. Faz-nos pensar e dizer que afinal o mais importante é uma má notícia. Sou português, isso preocupa-me, porque gostava que fosse de top, mas não vai ser nem é. E um dos problemas é esse. Todo o mundo opinar, tudo a debater, 40 canais a falar, a debater. Isso é mau, muito mau. Por isso é que nos próximos tempos não será de top, como uma Premier, uma Liga espanhola ou Liga alemã. Achava que podia entrar no top 4 ou 5, mas assim não acredito. Acredito que a Liga árabe é melhor do que a portuguesa. Não é só as polémicas, não há tanto barulho, a qualidade dos nomes é muito melhor. Espero que possa melhorar, sei que será difícil. Possivelmente impossível. Acaba por ser um circo o que tem acontecido nos últimos tempos"
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