Dalot 'aplaude' gestão de Martínez: «Foi muito inteligente, não me lembro de ver algo assim num passado recente»
As declarações do lateral-direito no lançamento do jogo de preparação de Portugal frente à Eslovénia
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Diogo Dalot participou este sábado na conferência de imprensa de lançamento ao Eslovénia-Portugal, o segundo duelo de preparação da equipa das quinas para o Campeonato da Europa de 2024 que terá lugar na próxima terça-feira, pelas 19:45 horas, em Ljubljana.
Em declarações aos jornalistas, o lateral-direito da Seleção Nacional, acompanhado por Dany Mota, elogiou a gestão que Roberto Martínez tem feito do grupo de trabalho, permitindo aos jogadores estarem mais tempo com a família, falou das declarações de Gary Neville e sublinhou a resposta que os mais novos jogadores do núcleo têm dado nos primeiros dias de Seleção.
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"Quando cheguei aqui também senti da mesma maneira, acredito que seja um sonho para eles estar aqui da primeira vez. Acho que se têm adaptado muito rápido e isso viu-se no último jogo. Acho que tem sido bom".
Sobrecarga de jogos esta temporada, qual a importância desta divisão feita por Roberto Martínez na vossa gestão física e mental
"Na minha opinião, foi uma estratégia bastante inteligente da parte do mister, não me lembro de ver algo assim num passado recente. Desde que estou na Seleção também foi a primeira vez que vi acontecer. Dividir o estágio em dois ou três grupos nunca tinha acontecido e acho uma estratégia inteligente, acaba por nos dar uns dias para descansar e fugir um bocadinho à rotina que temos durante muitos meses seguidos. Podemos estar um bocadinho com a família e descansar. E também abriu a porta para muitos jogadores poderem estar aqui, o que é bom, e acho que foi importantíssimo e positivo para toda a gente".
Gary Neville elogiou-o recentemente, dizendo que é o melhor jogador do Man. United neste momento. Como vê essas palavras?
"Vejo como uma responsabilidade grande, é sempre bom ouvir elogios, principalmente de jogadores que já representaram o clube e sabem o quão difícil é estar num clube como o Man. United. É fruto do trabalho que tenho vindo a fazer, considero que estou num bom momento. Respondendo diretamente, sei que a exigência na Seleção é muito alta, a concorrência também e sei o quão difícil foi chegar aqui e o quão difícil vai ser continuar pela qualidade e competência dos jogadores que aqui estão. Traz-me responsabilidade, motivação e tenho de dar à perna para estar aqui".
A posição de lateral-direito é uma das mais concorridas da Seleção... Como olha para isso? Basta perder um pouco de rendimento e o lugar no Europeu pode estar em risco?
"Acho que é um bocadinho óbvio, dada a dificuldade que é representar a Seleção e estar aqui com a qualidade que existe, não só na lateral mas no campo todo. Só pode haver espaço para os melhores e é isso que eleva o nosso nível enquanto grupo e enquanto seleção. Acredito que aqui não haja lugares cativos, cada jogador tem que dar o máximo nos clubes e no espaço da Seleção quando cá estamos. Depois, cabe ao mister selecionar quem quer que aqui esteja. Nós temos de fazer a nossa parte, dar o nosso melhor e lutar para estar aqui. A única grande coisa que temos em comum aqui é o passaporte português e isso é o mais importante. Depois, o clube onde jogas não deve interessar muito. É ser português e ter qualidade para estar aqui. É por isso que jogadores como o Jota ou o Dany estão aqui, porque têm qualidade para estar. Temos que 'andar da perna' para podermos estar aqui".
Como foi assistir ao jogo de fora, onde assistiu e o que viu de qualidade na Seleção Nacional?
"Gostamos sempre de estar lá e jogar, mas vi com bons olhos. Acho que foi um jogo que as pessoas de Guimarães desfrutaram, com golos e grande futebol. Viu-se um futebol diferente, que tínhamos vindo a demonstrar na qualificação. Acho que foi um passo que demos mais à frente para chegarmos bem ao Europeu e terça-feira temos mais um passo, encará-lo da melhor maneira seria a melhor maneira para evoluir ofensivamente e defensivamente, dando pequenos passos".
Portugal tem um registo perfeito até agora com Roberto Martínez, como se explicam estes números?
"Acredito que seja com muito trabalho. O que temos vindo a fazer em relativamente pouco tempo... Sempre que temos oportunidade, a cada treino, a cada reunião, tentamos melhorar e depois tentamos replicar isso em campo. Tem sido um percurso imaculado, bom para nós, mas eleva a fasquia. Sabemos como é o povo português depois de ver tantas vitórias seguidas, está sempre à espera de mais uma e terça-feira não foge à regra. Mesmo sendo um particular, estão sempre à espera de bons resultados e bom futebol, se pudermos conjugar isso tudo seria o cenário perfeito. Mas para chegar a essa perfeição temos de trabalhar muito, ainda há coisas para melhorar embora tenhamos ganho todos os jogos até agora. Temos de trabalhar para chegarmos ao verão e mostrar que podemos ganhar a competição [Euro'2024]".
Hoje faz um ano que Roberto Martínez se estreou na Seleção e o Diogo tem sido um dos mais utilizados. Que balanço faz? A aura da Seleção está mais rejuvenescida?
"Acho que a Seleção, de há um ano para cá, evoluiu bastante. Com bola, sem bola, como grupo também. Mas é um processo normal depois de uma troca de treinador. O que está para trás também foi positivo e temos de ter essa noção. Portugal foi sempre uma seleção forte, que toda a gente espera que possa ganhar as competições. Fizemo-lo no passado e queremos ganhar no futuro, temos o Europeu em mente. Sabemos que temos de trabalhar muito e de estarmos bem preparados. Temos vindo a fazer um grande trabalho mas sabemos que o verdadeiro julgamento é mesmo quando for uma competição a sério e aí queremos estar à altura".