Danilo e o papel de "paizinho" para Vitinha, Gonçalo Ramos e Nuno Mendes: «Eu é que tenho de meter ordem naquilo...»

Jogador do PSG esteve na antevisão do jogo com a Eslovénia, marcado para terça-feira

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• Foto: Paulo Calado

Danilo Pereira esteve este domingo na sala de imprensa da Cidade do Futebol, juntamente com João Mário, a fazer a antevisão do jogo de terça-feira da Seleção Nacional frente à Eslovénia (19h45) e a falar sobre o momento da equipa de Roberto Martínez. 

Os últimos jogos de Portugal têm sido notáveis. Esta exigência mostra o que vos tem sido passado? "Acho que foi um bom jogo contra a Suécia, muitas coisas positivas. Esses dois golos [da Suécia] podiam ter sido evitados e é essa a exigência que temos aqui. Apesar de sermos uma equipa bastante ofensiva, com jogadores refinados tecnicamente, sabemos que se sofrermos poucos golos estamos mais perto da vitória".

Experiência de Pepe... "O Pepe é uma inspiração para todos, não só para mim e para o João Mário, que fomos colegas dele e o João ainda continua a ser, mas para todos. É um jogador com uma longevidade muito boa e continua a fazer grandes exibições e é um exemplo para qualquer jogador, pela forma física, a mentalidade que tem em qualquer tipo de treino ou jogo e até fora de campo. Isso só motiva qualquer tipo de jogador".

A terminar o último jogo da fase de apuramento, um jogador perdeu a bola e toda a equipa correu para trás para recuperar a bola. Esse espírito tem sido essencial? "É isso que temos vindo a treinar, desde o primeiro dia que o selecionador chegou. É essa a intensidade, tanto ofensiva como defensiva, que temos de ter para poder evitar esses momentos de contra-ataque. Para uma equipa que ataca tanto como nós, temos de ter essa reação à perda para não termos dissabores. Essa reação é o que temos vindo a trabalhar e isso reflete-se nos jogos".

É colega de três companheiros de Seleção no PSG. Como tem visto o crescimento deles nos últimos anos, nomeadamente do Nuno Mendes? "Tenho visto o desenvolvimento e a forma como encaram todos os momentos de seleção e clube de uma forma muito agradável. São três jovens que têm vindo a crescer bastante. O facto de estarem no PSG e estarem a disputar jogos de grande nível, acho que os ajuda a crescer, tanto mentalmente como fisicamente. São jogadores que estão num certo nível de experiência. O Vitinha, pelos jogos que já fez no PSG, está mais preparado, mais cimentado naquilo que é o grupo do PSG. O Nuno Mendes, mesmo com as lesões que teve, já é um jogador que está no PSG pelo terceiro ano, tem já uma experiência muito elevada. Tem uma intensidade muito forte e isso leva a um maior desgaste. Acho que está muito bem, fez um jogo aqui e fez alguns pelo PSG e demonstrou-se a grande nível. O Gonçalo é um jogador que precisa de mais dos companheiros porque é um ponta-de-lança, precisa de golos, mas faz um bom trabalho e o que o treinador lhe pede. O primeiro ano no PSG está a ser muito positivo, a adaptação é difícil. Por mim, tenho muito orgulho nos três e no que estão a fazer. Estarem aqui a mostrar o seu valor é muito positivo".

Modelo de gestão de Roberto Martínez, como foi ver do lado de fora este jogo de preparação? "É estranho, sabendo que estou num âmbito de Seleção e ter dias de folga, nunca aconteceu. Sabia que não podia estar a fazer nada de muito diferente daquilo que faço aqui no estágio. Tentei estar sempre preparado para, quando voltasse, estar nas melhores condições. Acho que foi um jogo muito competente, vi muita seriedade. Muitas vezes, quando são jogos particulares, há sempre a tendência de facilitar, mas neste jogo não vi isso, vi uma equipa muito séria a cumprir o que o selecionador pedia. É assim que temos de seguir".

Vitinha disse recentemente que o Danilo era como um 'paizinho' no PSG para os portugueses. Sente-se assim? "É uma expressão engraçada, no meio deles três eu é que tenho de meter ordem naquilo. É bom saber que têm esse respeito saudável por mim, tento ajudá-los da melhor maneira possível, estou no PSG há mais tempo que eles e conheço bem o contexto do clube. O conselho que dou ao João Mário e a todos os mais novos é que continuem a trabalhar. Se estão na Seleção é porque têm qualidade para isso. Só têm de acreditar até ao último momento. A qualidade do João Mário está lá e sei das qualidades que tem, é o trabalho que traz o sucesso".

Já está preparado para jogar sem Mbappé na próxima temporada? "Já já, tenho de estar preparado. Se não vai estar connosco, tenho de estar preparado. É fundamental para nós, vai ser fundamental para qualquer equipa onde esteja, mas a vida é assim. Há jogadores que vão, outros que vêm, e temos de nos adaptar a isso".

Análise ao jogo com a Eslovénia... "Como não é uma seleção sonante a nível europeu, as pessoas têm a tendência de julgar de certa forma, mas não vejo assim. A Eslovénia tem uma boa seleção, dois pontas-de-lança que jogam bem na profundidade e com bola no pé. São muito compactos e não vai ser um jogo fácil, vamos jogar no terreno deles. Estes jogos são para isso, para treinar aquilo que podem ser os nossos adversários no Europeu".

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