Estreia de Figo na Seleção A foi há 30 anos e Paneira lembra: «Ele fugia muito...»

Antigo craque debutou justamente frente ao Luxemburgo, na primeira de 127 aventuras por Portugal

Figo em ação no Mundial'2006
Vítor Paneira
Figo em ação no Mundial'2006
Vítor Paneira
Figo em ação no Mundial'2006
Vítor Paneira

Em dia de Portugal-Luxemburgo, lembremos um certo Luxemburgo-Portugal. Assinalam-se hoje exatos 30 anos sobre o dia em que, no Stade Josy Barthel, Luís Figo se estreou pela Seleção Nacional A. Já com a medalha de campeão do mundo de Juniores ao peito e a dez anos de se tornar o melhor jogador do planeta com a conquista da Bola de Ouro, o miúdo da margem sul que aos 19 anos despontava em Alvalade ganhava asas a 12 de outubro de 1991, partindo para uma aventura feita de 127 internacionalizações, 32 golos, a capitania da equipa nacional… e quase um vice-campeonato europeu em 2004.

Parte da geração de ouro orientada por Carlos Queiroz, Figo foi ‘batizado’ nos AA justamente pela mão do técnico que lhe marcou a formação e o comandou subsequentemente no Sporting e no Real Madrid. Nesse particular, Figo foi titular, sendo substituído por Vítor Paneira ao intervalo. Segundo a reportagem de Record, a prestação da então promessa lusa conheceu uns "primeiros minutos pouco menos que brilhantes", mas não houve golos enquanto o extremo esteve em campo. Aliás, a partida saldar-se-ia por um empate e nada mais teve de memorável. Para recordar, só mesmo Figo, como o próprio Vítor Paneira confessou a Record: "Recordo-me de jogar no Luxemburgo, mas nem me lembrava bem desse jogo, para ser honesto. Agora do Figo, fiquei com muitas, muitas recordações, a começar por esse seus primeiros passos na Seleção Nacional, que tive o gosto de acompanhar. Foi um dos maiores."

Ao olhar para o currículo no regresso do Luxemburgo, Figo viu a sua primeira internacionalização. A esperança leonina que seria absoluta certeza na Seleção, no Barcelona, no Real Madrid e no Inter de Milão juntou depois à folha de serviço seis títulos internacionais e 18 nacionais de clubes e cinco prémios individuais. Só lhe faltou mesmo um título no máximo escalão de seleções, mas a vida nem às lendas perdoa. A perfeição não existe, mas Figo andou lá perto. 

Figo fugia a adversários e a estereótipos. Vítor Paneira é quem o diz, na melhor das formas. O ex-médio, que brilhou no Benfica de 1988/89 a 1994/95, rendeu Figo ao intervalo na ‘tal’ estreia. Como conta a Record já na altura não tinha nada que enganar...

"Eu e o Figo tínhamos muito boa relação e claro que me recordo dele aparecer. Tinha enorme talento e foi dos melhores jogadores portugueses de sempre. Ele já na altura assumia o jogo, era maduro, sem receio de ter bola. Era espetacular. Fugia muito ao futebolista da altura. Vinha da geração de ouro, influenciada por Carlos Queiroz. Na altura, pensei: ‘Vem aí muito talento!’ Era ele, Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto..." 

Por Filipe Alexandre Dias
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