Federação belga quer fazer o jogo

Contudo, as autoridades temem pela segurança depois dos atentados

Está em risco a realização do Bélgica-Portugal, jogo particular agendado para a próxima terça-feira, dia 29, no Estádio Rei Balduíno, em Bruxelas. Os atentados suicidas ontem ocorridos no aeroporto de Zaventem e numa estação de metro da capital belga, que tiraram a vida a 34 pessoas, deixaram o país em estado de choque e desencadearam mais uma gigantesca operação de segurança, capaz de tornar insuficientes os meios policiais necessários à realização de um jogo internacional.

A vontade da federação belga é que o encontro com a Seleção portuguesa possa disputar-se, mas ontem a decisão foi de não realizar o treino da seleção. "Os nossos pensamentos estão com as vítimas. O futebol hoje não é importante. O treino foi cancelado", comunicou-se nas redes sociais.

Da parte da Federação Portuguesa de Futebol, a posição foi de expectativa: "A FPF informa que está em contacto com a sua congénere belga e as autoridades portuguesas, belgas e internacionais, tendo em vista os acontecimentos de hoje e o jogo previsto para terça-feira da próxima semana, em Bruxelas, entre a Seleção Nacional e a seleção da Bélgica, atual número 1 do ranking da FIFA."

Antecedente crítico

Em novembro de 2015, na sequência dos atentados de Paris e das desconfianças levantadas em torno das movimentações de células terroristas localizadas em Molenbeek , nos arredores de Bruxelas, as autoridades belgas elevaram a segurança para o seu nível máximo, o que teve repercussões no futebol, com o adiamento de alguns jogos, entre eles o Lokeren-Anderlecht. Tal aconteceu porque a presença policial teve de ser reforçada em vários pontos críticos, o que retirou o efetivo necessário à realização do jogo, numa situação de crise agravada.

A Bélgica voltará hoje aos treinos, mas o cenário que se coloca é o da realização do Bélgica-Portugal estar em risco: a falta de meios policiais, necessários noutros locais, pode pura e simplesmente levar ao cancelamento do jogo. Os próximos dias serão cruciais para uma decisão que, a ser tomada, não apanhará ninguém desprevenido, nem na Bélgica, nem em Portugal.

Por António Varela e Paulo Quental
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