Fernando Santos "duplamente honrado e orgulhoso"

Selecionador recebeu prémio de 'Personalidade do Ano', entregue pela AIEP

• Foto: LUSA

Distinguido esta terça-feira com o prémio de 'Personalidade do Ano - Martha de la Cal', entregue pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), o selecionador nacional Fernando Santos mostrou-se "orgulhoso e honrado" pela distinção, mas aproveitou para dividir os louros com quem o ajudou a chegar a este patamar, nomeadamente o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes.

"É com muita honra e orgulho que recebo este prémio da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal. Muitos poderiam ter sido, seguramente, os eleitos, e é para mim um orgulho enorme fazer parte de um rol tão vasto de gente portuguesa, de todas as áreas, que tem sido escolhida por vocês. Sinto-me pequeno perante todas essas personalidades, de vários campos", começou por admitir o técnico luso, numa cerimónia que decorreu na Cidade do Futebol, em Oeiras.

"Queria agradecer à AIEP, por me ter achado suficientemente capaz de ser distinguido com este prémio, o qual me deixa muito orgulhoso e honrado. Aliás, duplamente honrado e orgulhoso! Porque bastava receber este prémio para me sentir assim, mas recebê-lo ao lado destas duas pessoas, que muito contribuiram, de uma forma distinta, para eu estar aqui enquanto selecionador nacional...", frisou, referindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa e Fernando Gomes.

"O senhor Presidente da República foi um apoiante incondicional desta Seleção Nacional. Nunca esquecerei os seus telefonemas, antes e depois dos jogos. Marcou e motivou muito. E também não esqueço a sua presença em Marcoussis. O seu apoio fortíssimo. E também recordo o jantar fantástico que tivemos com o Primeiro Ministro, onde o presidente, com a sua graça e espírito, disse que estava entre o otimista e pessimista. Ainda bem que o otimista ganhou! Tenho quase a certeza que poucos acreditavam, mas há uma coisa que tenho a certeza: eu acreditava e o presidente também! Também temos outras coisas em comum...", atirou, entre risos.

"E depois o meu presidente. Como tenho dito muitas vezes, eu não estaria aqui sem ele. É algo que nunca esquecerei, porque tudo o que tem acontecido, e os prémios que tenho recebido, devem-se a este homem que está aqui. Se não fosse a sua forte convicção nas minhas capacidades; não fosse a sua capacidade de liderança; eu nunca teria sido selecionador nacional, muito menos estaria aqui nesta qualidade, de ter tido a possibilidade de liderar a Seleção no Euro e vencê-lo. Mas é esse motivo pelo qual estou aqui. A causa primeira é a de Portugal ter sido campeão europeu e não pelo Fernando Santos. Não se deve só a mim, mas obviamente também tem uma parte minha. Mas deve-se a todos aqueles que nestes dois anos, de uma forma coletiva, que devia servir de exemplo para o nosso país", finalizou.


Por Fábio Lima
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Seleções

Notícias

Notícias Mais Vistas