Fernando Santos: «Euro'2016 não foi cor de rosa mas teve uma cor muito alegre»

Um ano depois, o selecionador faz um resumo do que aconteceu em França

• Foto: Fernando Ferreira

Fernando Santos afirmou esta terça-feira que a participação de Portugal no Campeonato da Europa não foi totalmente cor de rosa, apesar de admitir que "foi uma cor bonita".

"Não. Cor de rosa não foi, porque acho que na vida nunca nada é somente cor de rosa. Há é mais ou menos cor, e acho que esta caminhada no Europeu, que culminou com a conquista do Euro’2016, é recheada de cor. De cor, mérito dos jogadores, de todo o trabalho que desenvolveram, do acreditar. Daí a dizer que foi tudo muito bem, nunca ninguém está plenamente satisfeito, sempre acreditamos que é possível fazer melhor. Sempre, depois de cada jogo, procuro ver aquilo que é possível melhorar, mesmo da minha parte", referiu o selecionador aos jornalistas.

"O caminho do sucesso faz-se quando temos capacidade de olhar para o espelho e ver aquilo que se fez bem e o que é possível melhorar. Caso contrário, dificilmente vais poder melhorar a equipa. Mas temos que dizer que foi uma cor muito bonita e alegre aquela que aconteceu no Euro’2016", acrescentou.
Fernando Santos revelou depois aquele que considera ter sido o segredo do estágio luso no Euro do ano passado: "Criámos uma família. Para além de um balneário forte, sempre importante, aquilo que construímos todos juntos, não fui eu, fomos todos... Eu fui, de alguma forma, o mentor, também não posso estar aqui a ser tão humilde que parece que não tive nada a ver com isso [risos]. Há um espírito de cabine que se constrói, mas nem sempre se consegue construir um espírito de família, que é todos gostarem de estar. Isso é bem expresso pelos jogadores no documentário. É das coisas mais marcantes daquela etapa do Euro’2016. Todos, mesmo aqueles, caso do Rafa, o Eduardo, o Anthony - quando ele e o Eduardo estão às costas do Patrício - simbolizam uma família. Marca que todos se sentem muito bem por estar ali. Depois, procurámos que o estágio não fosse apenas um estágio. Quando chegámos a Marcoussis, disse aos jogadores que havia uma coisa que íamos ter sempre, independentemente dos resultados: momentos para as famílias e para eles próprios. Isso era fundamental para poder estar ali 50 dias. Isso marcou muito. Toda essa liberdade dentro da responsabilidade foi fundamental".

Por António Bernardino e Luís Miroto Simões
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