Fernando Santos: «Nunca é igual quando se perde»

Admite que é mais fácil trabalhar em cima de vitórias

• Foto: Fernando Ferreira

Fernando Santos confessou esta terça-feira que as coisas não ficam iguais quando há uma derrota. O selecionador nacional admitiu que um desaire causa danos, mas salientou a estrutura sólida da equipa nacional, que permite uma recuperação rápida.

"Nunca é igual quando se perde, mas acho que as bases estão de tal maneira lançadas… Aliás, no documentário o Quaresma tem uma frase interessante, onde diz que construímos uma casa tão sólida que nem as pedras a deitam abaixo, é uma expressão que tem a ver com uma parábola. Este grupo está de tal maneira cimentado que, ou há uma grande revolução, e isso aí pode abanar a estrutura, mas se existir uma revolução natural, contínua, em que uns vão chegando e vão sendo agregados, dificilmente isso se vai perder. Agora, isso é verdade, quando vem um raio ou dois, aquilo abana um pouco. Depois, quem estiver na liderança nesse momento vai ter que se confrontar com isso e resolver a situação. Mas é muito mais fácil manter uma estrutura coesa quando ganhas. Isso é natural, na vida é assim, nós andamos muito felizes da vida e depois batemos com a cabeça e ficamos todos chateados", referiu.

O treinador da equipa das quinas reiterou depois a ideia qu já transmitiu por diversas vezes: não é fácil ganhar à sua equipa: "Eu sempre lhes disse que Portugal não é a melhor equipa do Mundo, mas dificilmente alguma equipa num jogo pode ganhar a Portugal. Mantendo a humildade e confiança, Portugal pode ser campeão. Se inverter isto, pode até fazer espetáculos grandiosos, mas se calhar vai ganhar o que ganhava. Sem se dar por isso, nós se pegássemos na equipa que eu peguei na Dinamarca e a de hoje, 16 ou 17 jogadores são diferentes. Fomos mudando as coisas, temos um jogador diferente, que é o Bernardo Silva, que tem outras características. Todos este percurso de Seleção não será sempre igual. Ao treinador compete adaptar-se às características dos jogadores que tem. Eu tenho que aproveitar aquilo que tenho, e tenho jogadores muito bons, e construir uma equipa capaz de continuar a ganhar".

Por António Bernardino e Luís Miroto Simões
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