Fernando Santos: «Quem deu o título europeu foi Portugal e não o Éder»

Selecionador nacional comenta situação atual do avançado

• Foto: Pedro Ferreira

Fernando Santos comentou a atual situação de Éder, que parece estar sem espaço nos franceses do Lille.

Começando por esclarecer que "quem deu o título europeu foi Portugal e não o Éder" e que "ele foi a expressão da equipa na concretização daquele golo", o técnico mostrou-se triste com o momento que o atacante vive no seu clube.

"Para além de treinador, tenho uma relação muito próxima com os meus jogadores e quando eles não estão no seu melhor - não é só o caso do Éder - essa parte humana toca-me muito. Quero o melhor para eles, o que quero para os meus filhos, o maior sucesso. Quando temos um jogador na situação do Éder, que neste momento está a treinar à parte na sua equipa, isso deixa-me triste. Espero que isso rapidamente mude e terei essa conversa com ele", referiu.

O selecionador nacional lembrou depois o momento em que Éder entrou na final de Paris e utilizou um exemplo da sua carreira para fazer a comparação.

"Tenho uma história gira no início da minha carreira de treinador. Estava no Estrela da Amadora, fomos à Madeira jogar com o União e estávamos para descer. Um jogo muito difícil, se perdessemos estávamos despachados. Estava 0-0, mesmo no fim, e meti o João Peixe, que era possante. Pedi-lhe para segurar a bola lá na frente, pois o empate era bom. De repente, a um ou dois minutos do fim, o João pega na bola e começa a correr. Eu gritava 'João pára, pára' e ele ‘catrapumba’, mete a bola lá dentro, e eu disse 'grande golo'. O meu adjunto até brincou a dizer 'ainda agora estavas a dizer para ele parar'. Com o Éder, antes de ele entrar, eu estava a tentar explicar-lhe o que ele havia de fazer tecnicamente e ele não ouvia nada do que eu dizia. Passou o tempo todo a dizer 'míster, esteja descansado que eu vou marcar, esteja descansado que eu vou marcar'. Às tantas, disse-lhe 'pá, então vai lá e marca o golo, já nem quero saber o que vais fazer, se estamos a dizer que sim'. Isso é normal, o treinador também é um apaixonado pelo futebol", concluiu.

Por António Bernardino e Luís Miroto Simões
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