Futebol reinventa Jamor

Depois de outras federações desportivas chegou a vez de o futebol assentar raízes no vale

A Cidade do Futebol, que é hoje inaugurada, passará a albergar a décima primeira sede da Federação Portuguesa de Futebol mas, acima de tudo, o seu primeiro centro de treino para as seleções nacionais.

Entre a fundação, a 31 de março de 1914, e 1968, a FPF conheceu oito sedes distintas até se fixar no histórico edifício da Praça da Alegria, em Lisboa. Ali esteve durante 36 anos, até que, em 2004, foi transferida para o atual edifício, na Av. Alexandre Herculano, ainda na capital. Até final de abril, todos os serviços serão transferidos em definitivos para a Avenida das Seleções, morada da Cidade do Futebol.

Mas para além da mera funcionalidade administrativa, a FPF consegue concretizar um velho sonho de décadas – a inauguração de um centro de treino para as seleções nacionais. Depois de projetos que nunca passaram disso, em 2000 foi lançada a primeira pedra do que prometia ser esse centro de treino das seleções, em Almargem do Bispo, Sintra.

Mas as obras pararam pouco depois de arrancarem, primeiro por se terem descoberto vestígios arqueológicos, depois por entraves diversos que nunca foram ultrapassados. A verdade é que nesses avanços e recuos, a FPF, sob a presidência de Gilberto Madaíl, acabou por investir cerca de 3 milhões de euros sem conseguir concretizar o sonho do centro de treino.

Agora, uns meros 17 meses desde que Fernando Gomes anunciou o arranque das obras, a nova Cidade do Futebol é uma realidade que também dá nova vida a todo o complexo desportivo do Jamor.

Afinal, o futebol está apenas a seguir o exemplo de várias outras modalidades desportivas que já fazem do Jamor o seu palco de eleição. E se, até aqui, era apenas por ocasião da final da Taça de Portugal que a festa do futebol invadia o imenso espaço verde com vista para o rio Tejo, a partir de hoje bem pode dizer-se que o Jamor está reinventado à custa do futebol.

Quatro centros de alto rendimento

A infografia à direita mostra bem a ocupação do espaço do Vale do Jamor por diferentes espaços desportivos. Já lá estão os CAR (centro de alto rendimento) das federações de ténis, atletismo, golfe e râguebi, mas também espaços para o tiro com arco, tiro de pistola e carabina, canoagem, minigolfe, hóquei em campo, luta livre, natação, ou judo, sem falar da Faculdade de Motricidade Humana ou da Unidade de Medicina Desportiva, e o complexo de piscinas. Agora, com a Cidade do Futebol, o complexo estende-se para o lado poente, sempre com o Tejo em fundo.




Por José Carlos Freitas
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