Ganhar para elevar moral

É essa a melhor forma de esquecer derrota com a Bulgária

• Foto: David Martins

A derrota com a Bulgária, tão improvável quanto ilógica face à forma como a partida decorreu, não colocou em causa rigorosamente nada no que à preparação para a fase final do Europeu diz respeito. No entanto, tal como Fernando Santos disse no lançamento (e no final) desse embate, ganhar é sempre "prestigiante e motivador". Ora, é exatamente por isso, de modo a não correr o risco de se instalar no grupo – e junto dos adeptos – qualquer onda menos positiva, que será importante, na terça-feira, de novo em Leiria, ver Portugal regressar aos triunfos.

Ainda assim, é justo dizer, pelo que foi possível observar nos 15 minutos abertos aos jornalistas do treino matinal de ontem, o desaire com os búlgaros não deixou marcas no grupo. Os jogadores apresentaram-se descontraídos e sem exibir o ar de quem tinha – poucas horas antes – perdido um jogo. Afinal de contas foi só um particular e com um desfecho inesperado face ao desenrolar do encontro. Portugal criou jogo suficiente para merecer outro resultado. O treinador afirmou-o e os jogadores não têm dúvidas sobre isso.

O embate com a Bélgica, pelo menos teoricamente, será consideravelmente diferente do de sexta-feira. Essencialmente porque os belgas possuem – apesar de várias ausências devido a problemas físicos - um conjunto bem mais forte, conforme a liderança do ranking mundial atesta. Logo não se antevê uma partida praticamente de sentido único, com Portugal a ter de assumir todas as despesas. E, já se sabe, a Seleção sempre se deu melhor com espaço para soltar a criatividade dos seus artistas em detrimento dos duelos em que é obrigada a ‘furar’ esquemas de elevada incidência defensiva.

Alterações na calha

Sendo provável que Fernando Santos proceda a mexidas no onze (Rui Patrício e Danilo, pelo menos, devem ser titulares), parece provável que, de entrada, se mantenha a aposta na frente de ataque constituída por Ronaldo e Nani. Os dois jogadores conhecem-se muito bem, mas este modelo em que atuam lado a lado - ainda que com indicações para não ficarem presos à posição – carece de mais rotinas. Por isso, o Engenheiro tenderá a dar-lhe mais minutos.

Por Luís Avelãs
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