Loucura à espera de Ronaldo

lotação do ramat gan esgotou num dia

Loucura à espera de Ronaldo
Loucura à espera de Ronaldo • Foto: CARLOS BARROSO

É um filme que se repete, mas sempre com lotação esgotada – em vésperas da chegada de Cristiano Ronaldo a um país ou uma cidade que raramente o vê de perto, os adeptos locais mobilizam-se numa verdadeira loucura para tentarem acompanhar, tão de perto quanto possível, todos os passos da visita do astro português.

A cidade de Telavive não foge à regra e por estes dias despertou para uma verdadeira “febre CR7” que seguramente terá a sua primeira manifestação pública logo à noite, quando a Seleção Nacional aterrar no Aeroporto Ben Gurion.

O Estádio Ramat Gan, inaugurado em 1951, nos arredores de Telavive, pode estar velho e ser pouco confortável, mas os 41 mil bilhetes colocados à venda há cerca de dois meses pela federação israelita desapareceram... num só dia. E aproveitando a “febre CR7”, os preços dispararam em relação ao normal, variando entre os 18 e os 100 euros (com os lugares VIP a custarem 600 euros cada...), sendo considerados caros para os adeptos locais, mesmo que o salário mínimo em Israel ronde os 800 euros.

Negócio

Como era de esperar, não demorou muito que o mercado negro começasse a funcionar. Nos últimos dias a procura tem disparado e os bilhetes de 18 euros estavam segunda-feira a ser vendidos a 100, e os deste preço já ultrapassavam os 400.

Nada que pareça desmotivar os adeptos israelitas, de acordo com a informação que chega de Telavive. O negócio é relativamente tolerado pelas autoridades locais e verifica-se não apenas com os jogos de futebol (que, na verdade, raramente são de nível que proporcione lucros significativos aos especuladores), mas também em concertos e muitos outros espetáculos.

A diferença é que, desta vez, a estrela que vai estar dois dias em Telavive se chama Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do Mundo, e a cidade prepara-se para um frenesim poucas vezes visto por aqueles lados. Uma das facetas dessa loucura por Ronaldo reflete-se na iniciativa de um dos muitos comerciantes da cidade, que encomendou a uma fábrica local 10 mil réplicas de camisolas do CR7, com a curiosidade de a grande maioria delas ser não de Portugal mas do Real Madrid.

Ao mesmo tempo, Israel recebe a visita de um tal de Barak Obama, mas os fãs de Cristiano Ronaldo nem querem ouvir falar dele.

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